Um Gran Turismo 100% elétrico? Sim, chama-se Audi e-tron GT

Novo topo de gama da marca alemã chega a Portugal com um preço-base de 106 618 euros. E disposto a provar que um Gran Turismo pode ser "ambiental".

Os veículos elétricos já não olham a formatos. Estão presentes em todos os segmentos e necessidades do mercado. O Audi e-tron GT quattro é disso exemplo: um Gran Turismo 100% elétrico, com 488 quilómetros de autonomia, uma estética arrebatadora, e que escala, diretamente, para o topo das propostas da marca alemã.

Em conferência de imprensa virtual, os responsáveis da SIVA, garantiram ser este modelo uma representação das "tendências de futuro da marca". Uma aposta forte e que recorre a uma sinergia de peso: o e-tron GT partilha a plataforma PPE (Premium Platform Electric) com o Porsche Taycan. Uma eficaz combinação tecnológica.


Mas não só. O e-Tron GT conhece uma versão ainda mais desportiva, sob a sigla RS, assumindo-se como o primeiro elétrico da Audi a contar com este reforço de dinamismo.

Voltemos à estética deste coupé de quatro portas, um autêntico hino à vertente aerodinâmica. A Audi procurou respeitar o conceito de um Gran Turismo. Mas olhando em frente. Destaque para uma renovada grelha "Singleframe", em posição invertida, e para o formato de estilo coupé na secção traseira. Os ombros largos acima das cavas das rodas reforçam o dinamismo do conjunto. O coeficiente de arrasto de apenas 0.24 Cd revela o extremo cuidado nesta área. A carroçaria baixa, explica a marca, era uma caraterística fundamental para o efeito pretendido.

Com 4,99 metros de comprimento, 1,96 metros de largura e 1,41 metros de altura, o e-tron GT não deixa de valorizar a habitabilidade e oferece uma capacidade de bagageira de 405 litros. A distância entre eixos é de 2,90 metros.


Os faróis esguios contam com tecnologia Matrix LED de série no RS e-tron GT, sendo um dos opcionais para o e-tron GT quattro. Como opção, ambos os modelos podem dispor de tecnologia de iluminação laser com um alcance duplicado das luzes de máximos. As luzes traseiras são unidas por uma faixa central luminosa. Se estiver equipado com o sistema de iluminação topo de gama, o e-tron GT dá uma espécie de show visual, através de animações, sempre que se abre ou fecha o veículo.

Recheio tecnológico

O habitáculo faz jus ao estatuto de topo de gama. Refinado e com uma qualidade de materiais irrepreensível, também aqui a ideia é trazer o espírito de Grand Turismo para o interior. Os bancos dianteiros estão colocados em posição baixa e separados por uma consola central larga. Já os bancos traseiros, assegura a Audi, não são "falsos" e acomodam, confortavelmente, adultos.


Sem esquecer que este é um desportivo "não poluente", a Audi cuidou que o habitáculo fosse, também ele, sustentável. Os interiores dispensam, de todo, o couro e recorrem antes a revestimentos produzidos a partir de uma elevada percentagem de materiais reciclados.

Ritmo eletrizante

A alma do e-tron GT, que goza de tração integral, tem dois motores elétricos de síncrono permanente e uma bateria de iões de lítio com uma capacidade de 85 kWh. O suficiente para garantir uma autonomia máxima (estimada) de 488 quilómetros no e-tron GT e de 472 quilómetros, ligeiramente menos, na versão RS e-tron GT.

A potência oscila entre os 350 kW (476 cv) e 630 Nm de binário para o e-tron quattro e os 440 kW (598 cv) e 830 Nm para o RS e-tron GT. Mas os níveis de potência podem ser ainda mais elevados no caso do modo launch control(arranque desde parado) Nessas situações, os valores de potência máxima passam para os 390 kW (530 cv) e 475 kW (646 cv), respetivamente, por apenas 2,5 segundos.

As prestações são dignas de um puro sangue: o arranque 0-100 km/h faz-se em 4,1 segundos (e-tron GT) e em 3,3 segundos no RS e-tron GT, alcançando, um e outro, velocidades máximas de 245 km/h e 250 km/h.

Cinco minutos a carregar?

A bateria está situada entre os dois eixos e em posição bastante baixa, permitindo uma distribuição equitativa de peso (50:50). É fornecida pela LG, com 93 kW de capacidade bruta, sendo 85 kWh a capacidade utilizável. O sistema elétrico assenta numa voltagem de 800V. Composta por 396 células em 33 módulos, esta bateria permite vários tempos de carregamento - AC de 11 kW e 22 kW e DC até aos 270 kW. Nestaopção de carregamento, bastam cinco minutos para conseguir uma autonomia próxima dos 100 quilómetros. Já o processo de recarregamento de 5 a 80% demora menos de 23 minutos, em condições ideais, explica fonte oficial da marca.

Durante o encontro "digital" com os jornalistas, os responsáveis da marca esclareceram que as expetativas de vendas apontam para que 60% opte pelo e-tron GT e 40% pela versão RS. Os preços do primeiro começam nos 106 618 euros e os do segundo nos 145 878 euros.

jorge.flores@ext.globalmediagroup.pt

Mais Notícias

Outras Notícias GMG