Exclusivo Solar dos Presuntos. Servir a sorrir há 47 anos (e agora renovado)

O Solar dos Presuntos abriu portas no final de Outubro de 1974 e desde logo se assumiu como epicentro da grande restauração lisboeta. Tem no seu ADN a capacidade mágica da auto-regeneração, transformando-se em si próprio e reinventando-se, à maneira de Zaratustra. É lugar onde gostamos de encontrar no mesmo sítio tudo o que é de sempre, quando sabemos que tudo mudou, o génio está em transmitir a mesma emoção As obras de vulto a que se entregou para inaugurar de novo a grande casa de sempre demonstram isso mesmo.

Apoio-me no personagem criado em 1966 por Louis de Funès no genial filme "O Grande Restaurante", em que o imortal comediante é o diretor de um restaurante de grande gabarito, encarregando-se ele próprio de governar todas as frentes da casa. Situações hilariantes, guerras e questiúnculas diversas, e a frase liminar "servir é sorrir" mostram bem a complexidade orgânica de uma grande casa. É mesmo uma questão vocacional. Lembrei-me de quase todo o filme quando me sentei pela primeira vez à mesa no renovado espaço. Trabalho de grande fôlego, espaço maior literalmente escavado a que dantes não estava acessível, e um terraço glorioso de cobertura que injeta luz e vida em todo o conjunto. A coreografia de sala e a qualidade do serviço, com o pessoal de sempre a receber com energia inesgotável e bondade sem limites mantêm-se irrepreensíveis, apenas há a registar os equipamentos de comunicação entre eles, que rapidamente irão incrustar com naturalidade na nova forma de trabalhar. Sempre achei que havia uma tal sintonia entre todos os que nos serviam que dificilmente os aparelhinhos seriam precisos, mas agora a área é maior, a roda do serviço é gigante e há que minimizar os riscos. Dá gosto ver uma brigada assim, feliz e segura.

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