A mania dos pastéis veio do Brasil, importando o típico pastel de feira, que, por sua vez, ganhou popularidade

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Paztel Factory. Reinventaram o pastel de feira brasileiro em Lisboa 

Três amigos decidiram, em plena pandemia, recriar pastéis do outro lado do Atlântico. À noite também é um bar.

Dois viviam juntos, o outro era colega da universidade de um deles. Os três queriam ter um projeto próprio e juntos criaram o Paztel Factory, um restaurante raro: abriu em outubro de 2020, quando Portugal entrava na segunda onda da pandemia. Até há poucos dias, pouco mais conheciam do que a versão take away que o estado de emergência impôs aos portugueses.

Carlos Santos faz as despesas da conversa. A mania dos pastéis veio do Brasil, onde um deles viveu, importando o típico pastel de feira, que lembra portugueses pastéis de massa tenra, mas que se terá conquistado popularidade a partir dos anos 50 do século passado, graças à comunidade japonesa em S. Paulo.

Já a ideia dos recheios é bem portuguesa: inventar ou recriar combinações a partir dos 40 ingredientes disponíveis - doces ou salgados. Um queijo e goiaba (5€), o clássico misto pensado para os mais pequenos (3,20€), um americano de carne picada, queijo e ovo (4,60€), português com bacalhau, grão, cebola e coentros (5,60€] ou o que a imaginação ditar (a partir de 2,30€ e 100 gramas).

No restaurante, os clientes podem escolher opções pré-concebidas ou fazer o recheio que mais lhe apetecer. A acompanhar, saladas, batatas fritas ("normais" ou doces) ou outros petiscos. Ao almoço, o Paztel Factory serve menu executivo (7,90€). Também na carta, e a lembrar o Brasil, brigadeiro e açaí.

"O pastel é simples, mas gourmet", diz Carlos Santos ao DN. "Queríamos torná-lo acessível a qualquer bolsa e idade". E cuidar de todos os detalhes, diz, mostrando a tábua de madeira em que são servidos e chamando a atenção para a decoração industrial do espaço, uma esquina no bairro das Laranjeiras, em Lisboa, com esplanada.

Era num sítio assim que queriam estar desde que tomaram a decisão de abrir o Paztel Factory. "A pandemia acelerou o processo porque o espaço ficou disponível com a pandemia". O confinamento "apurou a receita do pastel" e manteve os clientes da primeira vaga, garantem.

E com a reabertura dos restaurantes ficou completa sua missão do Paztel Factory: ser também um sítio onde se pode beber um cocktail. Também aqui a oferta vão dos clássicos - caipirinha, daiquiri, mojito e daiquiri - a criações próprias.

A animação também consta no plano dos três amigos e, com o desconfinamento, começa a aparecer. O convite chega pelo Instagram. "Com toda a segurança, preparámos para vocês um final de tarde bem diferente no próximo sábado, dia 8, de Maio, com um DJ Set com músicas dos anos 80 e 90 com o DJ José Félix!"

Sem rodeios, dizem que a ideia é crescer e abrir mais Paztel Factory, "tanto a nível nacional como internacional". "Vemos isto como uma empresa e queremos fazê-la crescer como empresa".

Onde encontrar

Paztel Factory
R. Lúcio de Azevedo Nº 25 B, Sáo Domingos de Benfica
De segunda a sexta, das 12:00 às 22:30
Sábado e domingo, das 10:00 às 22:30
Telefone: 21 726 1454
Disponível em Uber Eats, Glovo e em Take Away

lina.santos@dn.pt

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