Exclusivo Onde há azeite há felicidade

A história do azeite no grande vale vinhateiro do Douro é quase tão antiga como a do próprio vinho tal como o conhecemos. E tal como as uvas das vinhas velhas, as azeitonas das oliveiras centenárias que bordejam os talhões altaneiros mostram-se caprichosas e sedutoras a ponto de se tornar o vício mais recente da comunidade gourmet. Pela mão do sábio Paulo Coutinho, da Quinta do Portal, percebemos isso mesmo ao provar os novos azeites.

Os pomares do Douro eram outrora quintais murados e não poucas vezes vigiados por guardas armados. Laranjas, figos, peras e diversos outros frutos eram trancados a sete chaves, bem mais que as vinhas e as oliveiras, que supostamente seriam bem mais nucleares na economia local. A resposta está na raridade, secundada pela qualidade. O fenómeno que vemos grassar hoje com a euforia do tomate coração de boi do Douro, comunica-se a praticamente todos os hortofrutícolas que a mais simples horta é capaz de gerar. O tempo tenebroso da filoxera levou ao inevitável abandono e morte da vinha, deixando o que chamamos mortórios, nos quais mais tarde se veio a plantar oliveiras. Aguentam bem o stress hídrico mais rigoroso - e o do Douro é-o bem - e as suas azeitonas geravam o ouro líquido de forte mantença que desde sempre apreciamos.

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