O hotel para Millennials e não só

Abriu portas há poucas semanas, o novo hotel no Funchal do grupo Savoy. O Next quer conquistar os millennials mas também os nómadas digitais. Trabalho e muito lazer de mãos dadas.

Uma semana e meia depois da abertura de portas, o Next Hotel no Funchal atingiu mais de 60% da sua ocupação. Isso pode explicar o sorriso com que o Diário de Notícias é recebido pelo diretor do hotel, Ricardo Augusto, que nos cumprimenta de punho fechado - esse gesto que o covid-19 popularizou. Sem perder tempo mostra o novo espaço e o conceito de mais um hotel do grupo Savoy no mesmo local do Funchal, uma espécie de quarteirão desta empresa hoteleira, mesmo ao lado dos "irmãos" Palace e Royal, este último prestes a reabrir depois de obras de remodelação.

Mas o Next quer ser diferente e irreverente quando comparado com os outros. É o que nos diz o seu diretor. Direcionado para um público mais descontraído, "é um hotel quatro estrelas dedicado ao turista - nacional e estrangeiro - da geração millenial". Mas não só.

Na visita que fazemos cruzamo-nos, nos corredores e numa das duas piscinas, tanto com millennials como com turistas de cabelo grisalho, na maioria estrangeiros, estirados ao sol de olhos postos nos seus livros. Quartos despidos O espaço interior é diferente do tido como habitual nestas paragens, é mais "despido" com colunas e paredes de betão aparente, tetos abertos com acabamento industrial e instalações de arte espalhadas pelos vários espaços e corredores.

Outro exemplo da diferença: a inexistência de armários nos quartos transformando-os em "open space" - há locais para pendurar a roupa e algumas gavetas, sim, mas tudo à vista.E há ainda mais novidades que o responsável espera serem cativantes para atrair visitantes e criar momentos "instagramáveis" . O lobby está aberto 24 horas por dia, nada de novo, mas há refeições take away sempre disponíveis e é possível fazer self check in enquanto se bebe uma cerveja, um sumo ou outra bebida disponível tal como quando estamos num bar.

A piscina do rooftop onde é possível ouvir música... dentro de água. Ao lado: um dos quartos e o restaurante Recharge.

O hotel tem duas piscinas, uma no 11.º piso, num rooftop com vista direta para o oceano e com uma piscina onde é possível ouvir música... dentro de água (graças a umas colunas para o efeito). Uns pisos abaixo a piscina principal, maior, e com água salgada. Nesse mesmo local existe acesso ao mar através de um pontão e um espaço próprio para quem meditar ou fazer ioga. Nesse mesmo local está o bar e restaurante Recharge - e onde são servidos os pequenos-almoços. De acordo com Ricardo Augusto a aposta gastronómica é na alimentação orgânica e saudável e nos ingredientes locais mas "com inspiração havaiana". "Os pokes têm sido um grande sucesso", comenta o responsável, mas há também hamburgueres e sanduíches. A cozinha é da responsabilidade do chef executivo Carlos Gonçalves - que gere tudo o que chega aos pratos dos clientes nos vários hóteis da Savoy no Funchal.

Descansar entre projetos

Mas num espaço preparado para quem quiser estar sempre ligado e a trabalhar - os tais nómadas digitais a quem o Next também pisca o olho -, o que não falta é wifi e ligações USB embutidas no mobiliário e por todo o lado. Há ainda uma antigo espaço de estacionamento que foi transformado em restaurante preparado para grupos - assim que a pandemia deixar.

E mesmo a pensar nos grupos que queiram se instalar no Next há ainda um auditório com capacidade para 110 pessoas que pode funcionar para eventos. Apesar de estar preparado para a geração que trabalha onde quer e quando quer, o Next tem disponível um ginásio com aulas virtuais ou presenciais e vários equipamentos. E ainda um SPA onde a massagista Maria Lira ajuda a relaxar. Importante para millenials ou não.

filipe.gil@dn.pt

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