Exclusivo De Chaves, os heróis, a história e… os pastéis!

Terra de bravos a do resistente reduto banhado pelo Tâmega, nos cocurutos raianos de Trás-os-Montes, Chaves é dona de muitos fascínios. Soube preservar tradições e costumes como poucas outras cidades. Entre as pérolas flavienses está o pastel de Chaves.

Tempos telúricos os que se viveram no início do século XX, opondo republicanos a realistas no pós-5 de Outubro de 1910, uns querendo cimentar o inteiramente novo, outros dando o peito às balas por vezes de forma quase quixotesca e romântica. O conde de Mangualde e o seu indefetível companheiro de armas Paiva Couceiro protagonizaram dois anos de resistência pró-monárquica digna dos mais novelescos relatos. Capitularam finalmente a 8 de julho de 1912 em Chaves, perante um improvisado grupo civil - os Defensores ou Heróis de Chaves - num gesto que veio a criar a data definitiva do derrube da monarquia em Portugal e que ainda se celebra na cidade. Pouco ou nada teve de sangrento confronto, mas deixou lavrada extensa memória na toponímia de várias localidades, como é o caso de Lisboa.

As estórias da história abrem-nos as portas da fantasia livre e inocente, permitindo-nos imaginar os agastados e depauperados microexércitos dum lado e doutro a rapar com a mão o fundo dos seus alforges e a desejar que os dedos dessem com um... pastel de Chaves. Na altura da revolta tinham já os pastéis em que hoje nos detemos 60 anos.

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