Born é o nome do primogénito da Cupra no mundo 100% elétrico

Chega em janeiro o primeiro modelo 100% elétrico da Cupra. Uma proposta que partilha ADN com o VW ID.3, mas que o "radicaliza". O preço é trunfo: 38.000 euros.

Born. Se um nome pode ter vários significados, no caso da Cupra, este "apelido" marcará para sempre o nascimento da marca espanhola para o mundo dos modelos 100% elétricos.

A apresentação teve lugar em Barcelona. E uma das grandes questões que pairava no ar, antes de os jornalistas testarem, pela primeira vez, o Born nas agitadas artérias catalãs, era bastante simples: quais as diferenças para com o seu gémeo ID.3, com quem partilha o ADN do Grupo Volkswagen?

A resposta também não é complexa. Ambos os modelos partem de uma plataforma comum (MEB) e têm evidentes semelhanças físicas, uma vez que vários componentes são idênticos. Mas um e outro têm naturezas distintas. O Born procura "radicalizar" as suas linhas, vincando a postura mais desportiva com que a marca ganhou autonomia no mercado, em 2018. Uma postura que terá de ser transferida dos modelos a combustão interna para os 100% elétricos.

A frente é onde esta expressão mais desportiva se evidencia. Basta ver o enorme logótipo da Cupra no capot. Depois, também o formato dos faróis, com a nova assinatura "elétrica" da marca, para-choques e dimensão das jantes diferem. Tudo para dar um ar mais dinâmico e "feroz" ao Born. Na traseira, os farolins encontram-se "presos" a um feixe luminoso a toda a largura, conta com um spoiler acima do vidro traseiro e com um extrator.

No habitáculo, apenas o volante tem identidade própria. Dispõe de dois grandes botões com os modos de condução. Enquanto no esquerdo é possível acionar modos como o Range, Comfort, Performance, Cupra e Individual, já o botão direito é uma espécie de shortcut para o modo Cupra, que apimenta um pouco mais a condução.

A configuração dos bancos é de 2+3 e existem vários detalhes específicos da marca, caso dos apontamentos em cobre e dos acabamentos em imitação de pele, com costuras da mesma cor, num conjunto que consegue combinar elegância com uma estética dinâmica.

Desportivo elétrico

O Cupra Born estará disponível com três baterias (45 kW, 58 kW ou 77 kWh) e contará com outros tantos níveis de potência: 110 kW (150 cv), 150 kW (204 cv) e, a partir de 2022 com o pack de performance e-Boost, 170 kW (231 cv). O binário máximo, esse, fixa-se sempre nos 310 Nm.

A versão menos potente, com 110 kW (150 cv), surge associada (apenas) à bateria de 45 kWh, o que corresponde a uma autonomia, aproximada, de 340 km. A aceleração dos 0 aos 100 km/h é de 8,9 segundos.

No caso da variante de 150 kW (204 cv), a bateria é de 58 kWh e pode alcançar uma autonomia de 420 km, cumprindo o arranque dos 0 aos 100 km/h em 7,3 segundos.

Por sua vez, as variantes com o pack de performance e-Boost, de 170 kW (231 cv), podem acolher baterias de 58 kWh ou 77 kWh. No primeiro, a autonomia é de

420 km e o arranque dos 0 aos 100 km/h faz-se em 6,6 segundos. No segundo, a autonomia aumenta para 540 km e o arranque dos 0 aos 100 km/h demora 7,0 segundos.

Os carregamentos da bateria de 77 kWh, num carregador de 125 kW, são um trunfo do Cupra Born, conseguindo repor 100 km de autonomia em sete segundos e 80% da carga em, aproximadamente, 35 minutos.

Com o Born, a Cupra pretende ligar as vendas à eletricidade, duplicando-as. Um objetivo que obrigou a marca a uma política de preços competitiva: 38.000 euros é, para já, o único preço conhecido para este modelo.

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