Às vezes não apetece pedalar. Soluções para eletrificar a bicicleta... sem o deixar de rastos

Veículos ecológicos, as bicicletas são cada vez mais a escolha de quem precisa de se deslocar e se preocupa com o meio ambiente. E, já agora, gosta de fazer exercício. Mas há momentos em que um motor elétrico pode dar muito jeito...

Chegou a ser o veículo de transporte de excelência da classe média, na Europa, antes de o automóvel lhe tirar o lugar. Agora, com as questões ambientais na primeira linha das preocupações, a bicicleta volta à paisagem urbana -- e não só.

Seja qual for o modelo escolhido, momentos há em que o ciclista seguramente preferiria ter a opção de uma ajuda motorizada. Sobretudo quando se vive numa cidade cheia de colinas. O mercado oferece bicicletas com motor, mas estas são caras e, para a maioria dos que gostam destes velocípedes, este é um investimento que não se justifica. Afinal, o objetivo é também pedalar e fazer exercício. Até que faltam as forças!

Eis que surge a hipótese de eletrificar o modelo clássico. Alguns dos kits disponíveis são caros e quase pedem para ser instalados por um técnico. Mas não é inevitável que assim seja.

Swytch você mesmo

Uma das mais simples soluções que encontrámos chama-se Swytch. Trata-se de um kit universal, que se instala com relativa facilidade (a BBC fez uma reportagem sobre o assunto que se pode ver em youtu.be/_m2POsEuP94).

O pack de baterias de lítio recarregáveis fica à frente do guiador, qual cestinho para levar as compras, e o funcionamento é simples: quando ativado, o sistema deteta automaticamente a velocidade a que vai a bicicleta e tenta mantê-la a esse ritmo. Quando se volta a pedalar, o motor elétrico é automaticamente desligado.

O kit obriga a trocar a roda dianteira, uma vez que o motor elétrico vem pré-instalado nesta, o que modificará um pouco a performance da bicicleta. A velocidade máxima atingida chega aos 32 km/h (25 na versão eco) e a autonomia anunciada das baterias é de 50 km. O preço ronda os 600 euros, no site oficial (www.swytchbike.com)

Motor na roda, equilíbrio diferente

Esta opção de trocar uma roda dianteira (ou traseira) por uma com motor integrado que está ligado a uma bateira, tal como referimos, modifica o comportamento da bicicleta, uma vez que toda a distribuição de peso é afetada (uma das rodas fica mais pesada). Quão mais pesada, depende da sofisticação do motor. No caso da Swytch, aquele pesa 1,5kg (e as baterias ficam no guiador).

É, no entanto, a forma mais barata de conseguir a eletrificação da bicicleta. Por exemplo, no Amazon.es encontra um kit Sfeomi de 500 W com controlador duplo por menos de 200 euros, seja para a roda dianteira ou traseira -- ainda que a este valor tenha de acrescentar o custo da bateria, uma vez que esta não está incluída.

Motor central resolve

A questão do equilíbrio resolve-se com um motor central, no quadro da bicicleta, ligado à corrente. Fica no centro, substitui a pedaleira, é ideal para a distribuição do peso, e tecnicamente permite que seja um pouco maior e mais potente.

E, consequentemente, mais caro. Exemplo: um Bafang BBSHD 1000 W, que tem boas reviews especializadas, custa no Amazon.es quase mil euros. Uma opção de 750 W, também da Bafang, custa-lhe uns 560 euros.

Uma aposta radical

Depois há "uma das melhores invenções de 2020", no entender da revista Time, que em 2021 continua em pré-reserva... Apesar de eles garantirem que hão de enviar. Ainda que só para os EUA. Mas pode sempre contratar um daqueles serviços que depois lhe fazem chegar a compra a qualquer parte do mundo (como o MyUS.com, por exemplo). A originalidade da ideia, porém, é suficiente para lhe fazer merecer uma menção.

O Clip é, como o próprio nome indica, um... clip gigantesco que se coloca sobre a roda da frente da bicicleta e este põe-na, simplesmente, a andar. Sim, é isso mesmo.

A coisa (quando há) custa uns 300 euros. Fazer uma pré-reserva, 50 dólares, e depois é esperar... E, se for uma pessoa de fé, rezar.

Se tudo falhar, não fique irritado connosco, ok? Nós avisámos que era uma aposta radical...

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