Turbinas eólicas não prejudicam a saúde, conclui estudo

Cientistas analisaram os sons de baixa frequência, inaudíveis, que são produzidos pelas torres eólicas e concluíram que não têm efeito na saúde dos humanos.

Os sons inaudíveis e de baixa frequência produzidos pelas turbinas eólicas não prejudicam a saúde humana, apesar dos receios generalizados de que possam causar perturbações desagradáveis, conclui uma investigação científica publicada na Finlândia esta segunda-feira.

Vários estudos já concluíram que o ruído audível dos moinhos de vento geradores de energia não causa impactos na saúde além do incómodo e perturbação do sono nas pessoas que moram perto.

No entanto, o projeto finlandês de dois anos, encomendado pelo governo, examinou o impacto de emissões de baixa frequência - ou infrassom - que não podem ser captadas pelo ouvido humano.

Pessoas em muitos países culparam as ondas infrassonoras por sintomas que variam de dores de cabeça e náuseas a zumbidos e problemas cardiovasculares, disseram os investigadores.

Os cientistas usaram entrevistas, gravações sonoras e testes de laboratório para explorar possíveis efeitos na saúde de pessoas que vivem a menos de 20 quilómetros dos geradores.

No entanto, as descobertas "não apoiam a hipótese de que o infrassom é o elemento no som da turbina que causa incómodo", disseram os especialistas, acrescentando: "É mais provável que esses sintomas sejam desencadeados por outros fatores, como a expectativa de sintomas".

Os testes também não encontraram evidências de que os sons das turbinas eólicas afetem os batimentos cardíacos, segundo o estudo.

A energia eólica pode ser uma das formas mais baratas de energia renovável e espalhou-se amplamente nos últimos anos, principalmente na China, nos Estados Unidos e no Brasil.

Um total de 14% da energia da UE vem da energia eólica, de acordo com um estudo de 2019 do organismo da indústria WindEurope, com Dinamarca, Irlanda e Portugal a serem os estados membros mais que mais energia eólica produzem.

Os opositores das turbinas eólicas, que podem ter até 140 metros de altura, argumentam que danificam a paisagem e têm um efeito adverso no bem-estar das pessoas que vivem nas proximidades.

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