Tartarugas Querubim e Quibi recebem alta e regressam ao mar

As tartarugas marinhas Querubim e Quibi regressam segunda-feira ao seu meio natural: o mar. Passaram meses em recuperação no "hospital" do Zoomarine.

Segunda-feira. a 10 milhas náuticas (20 km) a sul de Portimão, a Querubim e a Quibi serão devolvidas ao mar depois de meses de reabilitação no Porto d'Abrigo do Zoomarine. Viajam ao início do dia numa corveta da Marinha Portuguesa até deixarem de correr perigo de se prenderem nas redes de pesca costeira e de arrasto.

A Quibi (tartaruga-verde, Chelonia mydas) é a maior e engordou um quilo nos nove meses que esteve em tratamento, pesa 6,8 Kg e mede 33,2 cm. Foi encontrada presa nas redes de pesca no dia 13 de setembro 2019 a duas milhas da costa da Quarteira. Estava em nítido de estado de exaustão e deu entrada no Zoomarine com suspeita de pneumonia.

A Querubim (tartaruga-comum, Caretta caretta) foi encontrada a 23 de dezembro pelos pescadores no terminal de contentores de Sines (Terminal XXI), com lesões no pescoço, cabeça e cloaca. Pesava 506 gramas e media 14,29 cm, mais que duplicando o seu tamanho na reabilitação. Pesa atualmente 2,5 kg e a carapaça mede 23,9 cm.

"Esta operação, na sua complexidade, já vai sendo uma feliz rotina - técnica, legal e temporal. E por isso é tão bom saber que, em tempos tão surreais como aqueles que agora vivemos, ainda há tradições e normalidades que nos deixam felizes e com esperança no futuro mais risonho - o nosso futuro e o futuro do nosso planeta. Entretanto, que as boas marés protejam a Quibi e a Querubim nesta segunda fase de vida independente - e o que o seu exemplo de luta e resistência e vitória seja um sinal de esperança para todos nós!", sublinham os responsáveis do Zoomarine.

É frequente a devolução pelo Zoomarine de tartarugas marinhas ao seu meio natural, depois de serem tratadas no Porto d'Abrigo, algumas delas encontradas em cativeiro, o que é proibido em Portugal. Na preparação para uma nova vida no mar, é colocado um microchip [semelhante aos usados nos cães e gatos], para que os biólogos possam acompanhar o seu percurso na vida selvagem.

Além da Marinha Portuguesa, esta operação envolve os pescadores locais, o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) e a Autoridade Marítima Nacional

O Porto d'Abrigo é o primeiro centro de reabilitação de espécies marinhas. Inaugurado em 2002, faz resgates, reabilitação, devolução das espécies ao mar e presta apoio nas situações em que são encontrados mamíferos mrarinhos e tartarugas marinhas mortos.

Mais Notícias

Outras Notícias GMG