Químico usado em repelente de insetos pode matar o vírus, garante estudo

O citriodol, o ingrediente ativo de sprays repelentes, tem propriedades antivirais e pode ser aproveitado para desenvolver proteções contra o coronavírus, segundo o laboratório de defesa do Reino Unido.

Um produto químico usado em repelentes de insetos pode matar a estirpe do coronavírus que causa a covid-19, de acordo com um estudo preliminar do laboratório de defesa britânico publicado nesta quarta-feira. Por si, não garante uma solução contra a covid-19 mas a descoberta pode ser desenvolvida pelos cientistas para assegurar novas proteções com o vírus.

Cientistas do Laboratório de Ciência e Tecnologia de Defesa (DSTL) descobriram que o citriodiol, o ingrediente ativo em repelentes de insetos como o Mosi guard, tem propriedades antivirais quando misturado com o vírus na fase líquida e numa superfície de teste.

"A mistura de partículas de vírus com spray Mosi guard ou componentes constituintes selecionados resultou numa redução da SARS-CoV-2", diz o estudo.

Em alta concentração, "o Mosi guard apresentou uma redução significativa, resultando em nenhum vírus recuperável", acrescentou.

O citriodiol é feito do óleo de folhas e galhos da árvore citriodora do eucalipto, encontrada na Ásia, na América do Sul e em África, e já é conhecido por matar outros tipos de coronavírus.

O trabalho não foi revisto externamente por pares, com o Ministério da Defesa britânico a afirmar que se pretende "servir de base para outros órgãos científicos que estão pesquisar o vírus e possíveis soluções".

"O DSTL tem esperança de que os resultados desta investigação possam ser usados ​​como um trampolim para outras organizações expandirem e desenvolverem a pesquisa, bem como para confirmar os resultados desta publicação", refere o documento.

O secretário de Defesa da Grã-Bretanha, Ben Wallace, disse em maio que as Forças Armadas do país estavam a receber repelente de insetos para estudar uma proteção potencial contra o coronavírus.

Wallace disse que um spray à base de citriodiol foi dado ao pessoal após as autoridades de saúde considerarem que "não causaria danos" e que deveria ser usado como uma "camada adicional de proteção" preventiva contra a exposição ao vírus.

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