Quem quer alugar um finlandês? Ele explica como ser o mais feliz do mundo

Campanha do turismo da Finlândia quer mostrar e ensinar aos outros povos como ser feliz como eles, oferecendo umas férias de verão gratuitas. "Alugue um finlandês e encontre a calma" é o mote da iniciativa.

Não, não é nenhum novo reality show de um qualquer canal de televisão português, mas a pergunta é mesmo esta: quem quer alugar um finlandês? Trata-se apenas de uma campanha do turismo da Finlândia, que quer mostrar e ensinar aos outros povos como ser feliz como eles, oferecendo umas férias de verão gratuitas. "Alugue um finlandês e encontre a calma" é o mote da iniciativa.

Não se trata de presunção e água benta nórdica. De acordo com o Relatório Mundial da Felicidade de 2019 - e esta quarta-feira celebra-se o dia da felicidade -, a Finlândia é o país mais feliz do mundo. E é caso para dizer que o dinheiro ajuda: os finlandeses (e outros países escandinavos, que ocupam os quatro primeiros lugares, à exceção da Suécia, que só surge em 9.º) têm elevados rendimentos, expectativa de vida saudável, apoios sociais, liberdade, confiança e generosidade. Este ranking é elaborado a partir de sondagens da Gallup sobre o que sentem os inquiridos sobre o seu próprio bem-estar, para além da perceção que têm sobre temas como corrupção, generosidade e liberdade.

No índice da ONU, a Finlândia é o país mais estável, mais seguro e melhor governado do mundo e está entre os menos corruptos e os mais socialmente progressistas. A polícia do país é também a mais confiável do mundo e os seus bancos são tidos como os mais sólidos. "O PIB per capita na Finlândia é menor do que nos países nórdicos vizinhos e é muito inferior ao dos EUA", notou Meik Wiking, do Instituto de Investigação da Felicidade, na Dinamarca, quando da apresentação do estudo de 2018. "Os finlandeses são bons em converter riqueza em bem-estar."

"Os finlandeses são bons em converter riqueza em bem-estar."

No mesmo ranking, Portugal está classificado em 66.º (era 77.º, em 2018). É verdade que o índice não inclui o sol e o clima, mas os portugueses serão pouco dados à felicidade (a grande maioria dos trabalhadores neste canto da Europa deprime a ver a sua folha salarial ao fim do mês). Melhor aprender então com quem sabe.

Dez finlandeses vão abrir as portas das suas casas a estrangeiros para que estes possam então ver e experimentar ao vivo e a cores toda a felicidade finlandesa:Petri, o casal Linda e Niko, Juho, Hanna, Timo, Katja, Esko e o casal Laura e Joni dispuseram-se para o fazer.

Esko, por exemplo, é presidente da câmara de Rovaniemi, na Lapónia, conhecida por ser a cidade do Pai Natal (sim, ele existe e mora na Finlândia) e por ali passar o círculo polar ártico. No site da iniciativa diz-se que "em Rovaniemi, a natureza está por todo o lado" e o autarca pode receber até quatro pessoas na sua casa. "Esko passa a maior parte dos seus verões com a família na sua cabana de verão, que é provavelmente a maneira mais tradicional para nós, finlandeses, aproveitar os nossos dias de verão. A vida ali é cheia de atividades relaxantes, como colher bagas, cozinhar na grelha, aquecer a sauna, remar o barco e praticar jogos divertidos, como dardos e mölkky, um jogo de arremesso finlandês."

Hanna, profissional de marketing, na área das tecnologias de informação, diz que é uma "apaixonada pela natureza finlandesa e compartilha as suas maravilhas com os viajantes".

Hanna vive na região metropolitana do sul da Finlândia, "mas passou a maior parte dos seus verões a navegar no arquipélago e a esquiar no inverno na Lapónia, por isso está mais do que familiarizada com as muitas maravilhas da natureza finlandesa". Por isso, esta mulher propõe-se levar os seus visitantes (dois adultos e duas crianças) até casa da avó, na localidade de Ansalahti, próxima de um pequeno lago chamado Lahnajärvi.

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