Mais de 41 mil alunos já fizeram o exame de Português. Veja aqui a prova e a correção

É o terceiro exame mais concorrido este ano, com 41.887 alunos inscritos. As regras das provas nacionais mudaram, incluem este ano perguntas opcionais, para que os estudantes possam escolher entre os conteúdos que considerem dominar melhor.

O exames de Português do 12.º ano realizou-se esta segunda-feira de manhã, com 41.887 alunos inscritos. O que representa mais de metade (52,6%) do total dos estudantes do ensino secundário candidatos a exames nacionais (79.570), este ano, tornando esta prova a terceira mais concorrida - depois de Biologia e Geologia e Física e Química A, mas antes de Matemática A.

O enunciado tinha duas versões: a versão 1 que pode consultar aqui e a versão 2, para ver aqui.

Consulte aqui os critérios de correção da prova.

As provas dos 11.º e 12.º anos de escolaridade decorrerão, na primeira fase, entre 6 e 23 de julho e, na segunda fase, entre 1 e 7 de setembro.

Novas regras para os exames

Em abril, o Governo anunciou que os exames de secundário seriam adiados, como resposta ao desafio que a pandemia trouxe ao ensino, com grande parte dos últimos meses do ano letivo feitos à distância. Mas não foram apenas as datas das provas que mudaram: também o peso que os exames nas classificações internas de cada aluno e o modelo de cada prova.

Este ano, cada aluno só terá de fazer exames nacionais às disciplinas exigidas para a entrada no curso superior (decidido por cada faculdade) ao qual se pretende candidatar - que podem ser consultadas através do índice de cursos do site da DGES. Isto significa que os estudantes que não tencionem ingressar no ensino superior não terão de realizar qualquer exame. Nestes casos, a avaliação para transitar de ano ou terminar a escolaridades obrigatória será assegurada pela nota interna.

Para os inscritos em exame, este ano, muda o impacto que o resultado da prova tem na nota interna do ensino secundário. A nota dos exames em nada poderá alterar a interna, com importante peso na candidatura ao ensino superior. Uma regra que gerou controvérsia, com professores e especialista da área da educação a alertar para o facto de este modelo beneficiar os alunos que frequentam escolas que inflacionam as classificações internas.

Também há transformações a registar nas próprias provas, que este ano contemplam, além de questões de resposta obrigatória, outras de caráter opcional. O aluno poderá escolher as perguntas com as quais se sente mais à vontade para responder.

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