Governo prevê 700 novas camas para estudantes no próximo ano

Primeiros protocolos para a reabilitação de doze imóveis serão assinados em breve, contemplando um investimento de 15 milhões de euros e o acréscimo de 2000 lugares até até 2021

O Plano Nacional de Alojamento para o Ensino Superior vai finalmente começar a ser passado à prática, com a assinatura dos primeiros protocolos para a reabilitação de doze imóveis, anunciou em comunicado o Ministério da Ciências, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES).

Em causa, de acordo com um "ponto de situação" divulgado pelo governo, estão contratos a assinar "brevemente" nas regiões de Aveiro, Coimbra, Covilhã, Évora, Guarda, Leiria, Lisboa, Porto, Vila Real e Viseu, os quais permitirão, até 2021, criar 2000 novas camas - as primeiras 700 em 2019 -, num investimento de 15 milhões de euros a assumir pelo Fundo Nacional de Reabilitação do Edificado (FNRE), gerido pela empresa pública Fundiestamo. As primeiras 700 camas deverão estar disponíveis em 2019.

Numa primeira fase, o plano, lançado em maio, que visa dar resposta à carência de alojamento para os estudantes deslocados do ensino superior, prevê a utilização de imóveis do Estado, das autarquias, das instituições do ensino superior públicas, bem como de outras instituições públicas e do terceiro setor, não estando descartada a eventual aquisição ou construção de outros edifícios no futuro.

De acordo com um levantamento realizado pelo MCTES, 42,3% dos estudantes do ensino superior - um total de 113 813 alunos - são deslocados, o que significa que estudam fora das suas áreas de residência. Atualmente, a capacidade instalada de resposta chega apenas a 13% dos deslocados. Ou seja: existem 15 370 camas disponíveis.

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