Girafas podem ser classificadas como espécie ameaçada

Serviço de conservação do dos EUA, o US Fish anda Wildlife Service, anunciou que está a rever o estatuto daquela espécie africana. Se for considerada ameaçada, espécie beneficiará de restrições no comércio, para a sua proteção

Na sequência de uma petição lançada por uma coligação de ONG do ambiente da conservação, o serviço de proteção da natureza dos Estados Unidos, o US Fish and Wildlife Service, anunciou que está em processo de revisão do estatuto da girafa. O processo deveria estar concluído no prazo de 90 dias, mas vai prolongar-se até ao final de dezembro do próximo ano, o que já levou as organizações ambientalistas a protestar, segundo a CNN.

A icónica espécie africana, que está classificada como "vulnerável" pela IUCN, a União Internacional para Conservação, sofreu quebras acentuadas nas últimas décadas.

De acordo com os números da IUCN, avançados pelas organizações ambientalistas na petição, a população de girafas no continente africano sofreu uma quebra da ordem dos 40% nas últimas três décadas. De cerca de 163 mil efetivos em 1885, restam agora menos de 98 mil.

"Com menos girafas do que elefantes em África, é imperativo que voltemos a atenção para estes animais únicos antes que seja demasiado tarde", alertam os autores da petição, na qual estimam que as ameaças à espécies são essencialmente a perda de habitat, as secas que têm afetado o continente, as doenças e a caça, tanto a desportiva, que é legal, como a furtiva, que escapa ao controlo das autoridades locais.

Se a girafa for considerada ameaçada pelo país, todas as atividades de comércio nos Estados Unidos, relacionado com a espécie, deverão ser restringidas e mais controladas.

De acordo com as ONG que fizeram a petição, os Estados Unidos importaram entre 2006 e 2015 quase quatro mil troféus de girafa, bem como 40 mil artefactos feitos a partir de ossos do animal. "Estamos muito preocupados com a possibilidade de os ossos deste animal se estarem a tornar no novo marfim", afirmou à CNN Tanya Sanerib, a diretora internacional do Center for Biological Diversity, que apoiou a formalização da petição.

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