Estados Unidos aprovam primeira vacina contra dengue, mas com restrições

A agência FDA, que regula a utilização de medicamentos no país, aprovou a vacina, mas limitou a distribuição aos seus territórios onde a doença é endémica e à faixa etária dos 9 aos 16 anos, devido a casos raros de risco.

A Dengvaxia, que acaba de ser aprovada pela agência federal do medicamento e produtos alimentares, para uso nos Estados Unidos, é a primeira vacina contra o dengue, uma doença transmitida por mosquitos, que se torna perigosa, causando febres hemorrágicas, à segunda infeção.

A vacina só será no entanto distribuída nas regiões do país onde a doença é endémica, como Samoa, Porto Rico ou as Ilhas Virgens, e apenas a crianças e jovens entre os 9 e os 16 anos quando haja confirmação laboratorial de ter havido uma primeira infeção.

O laboratório que desenvolveu a vacina confirmou que em alguns casos, muito raros, pessoas vacinadas que nunca tiveram a doença, poderiam correr o risco da forma grave da doença, em caso de infeção. Administrada apenas aos jovens anteriormente infetados, a vacina tem o benefício de evitar a segunda infeção, que em muitos casos pode ser fatal.

Para a FDA, a aprovação desta vacina é um passo muito importante no combate à doença que, nos últimos anos tem vindo a expandir-se a nível mundial.

Segundo as estimativas da OMS um terço da população mundial vive em regiões onde o dengue é uma doença endémica.

A primeira infeção, causada por um vírus que é transmitido por um mosquito, é geralmente benigna, com sintomas que podem confundir-se com os de uma gripe. O problema nesta doença é a segunda infeção que, em geral é muito mais grave, podendo provocar febres hemorrágicas e ser fatal, uma vez que não existem quaisquer medicamentos específicos para tratar a doença.

Anualmente há cerca de 400 milhões casos novos de infeção por dengue, 500 mil dos quais evoluem para febres hemorrágicas que são responsáveis por 20 mil mortes.

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