Amesterdão liberta 5 mil "piolhos" para eliminar planta invasora

Holanda tenta travar a praga de sanguinária do Japão, uma planta cujas raízes estão a destruir as fundações de edifícios e diques.

Cinco mil "piolhos das folhas", de origem japonesa, foram lançadas em Amesterdão ara combater uma praga de sanguinária do Japão, uma planta invasora cujas raízes partem o cimento e agora estão também a ameçar a biodiversidade local, afetando a qualidade da água e aumentando o risco de inundações.

Segundo o The Guardian, o governo holandês tomou a decisão inédita de emitir uma isenção sobre a proibição da introdução de espécies exóticas face aos custos crescentes relacionados com as espécies invasoras.

A sanguinária do Japão (Fallopia japonica) está a provocar danos nas fundações de edifícios, calçadas e diques na capital holandesa, que causam prejuízos de milhões de euros por ano. Testes de laboratório sugerem que os piolhos das folhas (psilídeos ou Aphalara itadori) podem matar as plantas ainda jovens e, potencialmente, parar o seu crescimento ao sugar a sua seiva.

Um número inicial de 5 mil piolhos foram lançados em três locais. Espera-se que hibernem durante o inverno e se estabeleçam no ano novo. Mais serão lançados na próxima primavera.

A sanguinária do Japão foi introduzida na Holanda como planta ornamental entre 1829 e 1841 pelo botânico alemão Philipp Franz von Siebold. Tornou-se muito popular, no entanto as suas raízes agressivas, que podem crescer até 20 centímetros por dia e romper o cimento ou o asfalto, têm sido um grande problema em toda a Europa.

A Autoridade de Segurança de Alimentos e Produtos de Consumo da Holanda (NVWA) concluiu que os psilídeos não representam uma ameaça à biodiversidade nativa. A única dúvida é se aqueles piolhos se vão adaptar ao clima holandês.

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