O Palácio dos Condes de Tomar é património da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa desde 2012 e foi cedido
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A casa onde os jesuítas querem trabalhar com "os conspiradores do futuro"

A nova casa dos jesuítas mesmo no centro de Lisboa abre hoje ao público pelas 18.00. Durante o fim de semana, haverá a inauguração da Galeria com a exposição 'Todas as Coisas', que é um mergulho à história da Brotéria. O novo projeto - que tem como objetivo transformar a revista de botânica numa casa de cultura - reúne padres, designers e vários artistas plásticos.

Assim que Benedita abre a porta lateral do antigo palacete dos Condes de Tomar, construído no século XVI, uma imensidão de espaço, de luz, de branco entra pelos olhos dentro. E a primeira reação de quem conheceu aquela casa nos anos de 1980, como Hemeroteca, e que retém a imagem, é certo, de um espaço de memórias, história, sabedoria, mas também fisicamente escuro, sombrio, é a de que, afinal, por ali, há um mundo novo, um projeto novo, e um imenso trabalho a fazer para trazer de volta a casa que ocupa quase um quarteirão de Lisboa, junto ao Largo da Misericórdia, no coração do Bairro Alto.

Afinal, aquela casa, que abrirá de novo portas ao exterior no dia 23 de janeiro, durante séculos albergou famílias aristocráticas, enriquecidas pela expansão pelos mares e políticos com destaque na sociedade portuguesa do século XIX - reza a história de que terá sido a última morada da família Costa Cabral. Tinha tetos pintados de origem, que mostram um outro mundo e a outras cores, tinha paredes que escondiam a robustez da pedra que hoje se mostra firme e maciça ao tempo, tinha escadas em mármore que fazem jus à designação de palácio, tinha um ponto de luz vindo do céu, através de uma claraboia gigante, que irradia em todo o espaço.

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