Miguel Relvas avança com cortes de 28% em pessoal

Plano de Redimensionamento da RTP para 2014 assenta em cortes nos custos com pessoal mas número de trabalhadores afectados não é revelado.

O "êxito" do plano para o Desenvolvimento e Redimensionamento depende que a RTP faça "um esforço de diminuição de gastos com pessoal, na ordem dos 28%", declarou esta manhã o ministro adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas,na Comissão Parlamentar de Ética, na Assembleia da República.

Segundo o ministro, para 2014 está previsto, face ao orçamento de 2013, "um aumento de 37 para 42% em investimento de grelha", diz o governante. E prossegue: "a manutenção de 20% em fornecimentos externos, amortização da dívida subirá de 6 para 7% do pagamento da dívida e em relação aos recursos humanos haverá uma descida de 37 para 31%".

Sobre o investimento tecnológico, Relvas fala num "eixo de investimento de oito milhões de média anual em termos tecnológicos. Recorde-se que a estação pública está à procura de um parceiro tecnológico tendo já recebido várias empresas e pretendendo, declarou já Alberto da Ponte encontrar um parceiro até ao fim do primeiro semestre deste ano.

"Para que o plano de Desenvolvimento e Redimensionamento seja levado a cabo com êxito, vai ser necessário à RTP fazer um esforço de diminuição de gastos com pessoal, na ordem dos 28%", afirmou, numa declaração inicial, Miguel Relvas, na Comissão de ética. Um esforço que já iniciado e que tem passado por "cortes nos custos de grelhas, rescisões amigáveis e reduções salariais".

Ao longo da manhã, os grupos parlamentares da oposição têm insistido em saber em quantos trabalhadores efetivamente podem vir a sair da estação, tendo Cecília Honório, do Bloco de Esquerda, inquirido se se está perante a saída "de 400 pessoas" da RTP, num total de cerca de 2100 funcionários.

Hoje, a Comissão de Trabalhadores da estação publica veio já declarar que "o plano está ferido de ilegalidade", alegando não ter sido dado tempo para dar um parecer sobre as cerca de 40 páginas do plano. Um documento onde a estação quer chegar a 22% de audiência média em 2014, contabilizando RTP1 e RTP2.

Quanto aos centros regionais, Relvas afirma que "está a ser debatido" entre o Conselho de Administração da RTP e os governos regionais da Madeira e Açores.

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