RTP não é "vaca sagrada"

O presidente da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) afirmou ontem que a estação pública de televisão tem "obrigações reforçadas" em matéria de pluralismo político-partidário.

Depois do director de informação da RTP ter afirmado na comissão de ética parlamentar que o modelo de pluralismo político-partidário defendido pela ERC chocava com o código deontológico dos jornalista, Azeredo Lopes afirmou que a entidade reguladora não é uma instituição "justiceira".

O responsável da ERC, ouvido ontem em Ponta Delgada pela Comissão de Assuntos Parlamentares, Ambiente e Trabalho da Assembleia Legislativa Regional dos Açores, disse ainda que a RTP não tem estatuto de "vaca sagrada" e que está sujeito a "obrigações reforçadas" no tratamento jornalístico de máterias político-partidárias.

"Se o serviço de televisão fizer o que quiser vai pôr-se a questão de saber se deve ou não existir", afirmou Azeredo Lopes, na audição realizada por iniciativa do PS/Açores, na qual os deputados regionais socialistas questionaram alguns dos parâmetros usados no relatório da ERC de 2009.

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