PT quer suspensão da publicidade da 'Zon Fibra'

A Portugal Telecom quer a proibição e cessação imediata de toda a publicidade da Zon TVCabo sobre produtos e serviços da 'Zon Fibra', numa queixa que a Zon recebeu com "estupefacção" .

Na queixa apresentada ao Instituto Civil para a Autodisciplina da Publicidade (ICAP), a que a agência Lusa teve acesso, a PT acusa a Zon de desenvolver uma "campanha publicitária enganosa, desleal e desonesta" e afirma que esta "se colou de forma notória e evidente ao investimento da PT na rede de fibra".

A Zon terá explorado "a falta de experiência e conhecimentos técnicos dos consumidores para os enganar" e "desenvolveu uma campanha publicitária própria alavancada na campanha e no investimento da PT, apesar de não possuir uma rede de fibra, nem ter realizado esse investimento, nem os seus produtos e serviços assentarem numa estrutura tecnológico Fibra", afirma a queixa apresentada.

A queixa "não tem sentido nenhum", afirmou, no entanto, fonte oficial da Zon.

Segundo sublinhou a mesma fonte, "a PT quer apropriar-se de um termo que já outros operadores usaram. É como se a RTP quisesse impedir a TVI de utilizar a palavra televisão nos seus anúncios".

A mesma fonte referiu que a notícia da queixa foi recebida com "estupefacção" e que a empresa irá agora seguir os trâmites regulamentares.

Na base da queixa estará a mudança de nome da marca 'Widebrand Velocidade 100 Megas' pela marca 'Zon Fibra', que, considera a PT, oferece produtos que "são exactamente idênticos".

A PT considera que esta mudança "apenas poderá ter sido uma tentativa de aproximação, aproveitamento e exploração do investimento da PT na rede fibra, aos produtos e serviços comercializados pela PT, à imagem e reputação da marca 'Meo Fibra'".

Ao aludir "recorrentemente à fibra, sem mencionar, por uma única vez, a existência de uma rede híbrida, nem a utilização de cabos coaxiais", a Zon tenta "de forma clara e manifesta iludir o consumidor, clonando os produtos e serviços Meo Fibra, e procurando por esta via fazer crer que dispõem de tecnologia que efectivamente não tem", considera.

A decisão do organismo - que poderá levar à suspensão da campanha - está ainda longe de ser tomada, já que a queixa deu entrada "muito recentemente", sendo que a empresa alvo (a Zon) ainda terá de ser notificada, tendo depois 5 dias úteis para responder.

Mais Notícias

Outras Notícias GMG