José Seguro lamenta morte do ator, encenador e militante socialista

O secretário-geral do PS lamentou hoje a morte do ator, encenador e locutor Igrejas Caeiro, lembrando o contributo cívico dado pelo militante socialista e a forma como se destacou na cultura.

"Militante do PS, homem simples, de uma enorme elegância e de um afabilidade envolvente, nunca deixou de dar o seu contributo cívico à vida do seu país, em particular, através do seu Partido Socialista", lê-se numa nota divulgada pela assessoria de imprensa do PS.

Na nota, onde é tornado público o pesar do secretário-geral socialista, António José Seguro, pelo falecimento de Igrejas Caeiro é ainda sublinhanda a forma como profissionalmente aquele militante do PS se destacou na cultura, como ator, encenador e locutor.

"Igrejas Caeiro foi um cidadão comprometido com as causas públicas e com o bem-estar dos seus concidadãos", é ainda referido.

O ator, encenador e locutor Francisco Igrejas Caeiro morreu hoje aos 94 anos.

A estreia como ator aconteceu em 1940 no Teatro Nacional de D. Maria, em Lisboa, e seis anos depois entrou no primeiro filme da sua carreira: "Camões" de Leitão de Barros.

Como autor, apresentador e empresário, concebeu e difundiu programas como "Os Companheiros da Alegria" e "O Comboio das seis e meia".

Igrejas Caeiro foi afastado da rádio pela ditadura do Estado Novo devido a declarações sobre a ocupação militar portuguesa de territórios na Índia. O regresso à rádio aconteceu após o 25 de Abril.

Do seu currículo consta a fundação do Teatro Maria Matos, em Lisboa, em 1969.

Igrejas Caeiro foi militante do PS, deputado à Assembleia da República e vereador da Câmara Municipal de Cascais.

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