"Factos apontam para relação" entre crónica e fim da rubrica

Pedro Rosa Mendes afirmou hoje na Assembleia da República que "os factos estão em cima da mesa" e "apontam para uma relação" entre a sua crónica e o fim da rubrica 'Este Tempo' na Antena1.

O jornalista, que responde hoje às perguntas dos deputados da comissão parlamentar de Ética, Cidadania e Comunicação, em relação ao caso de alegada censura na estação pública de rádio, sublinhou que esse "facto" foi confirmado pelo próprio diretor-adjunto de Informação em declarações ao conselho de redação da RDP.

Pedro Rosa Mendes explicou, por outro lado, que o seu "interlocutor desde o início" na RDP "foi o diretor-adjunto de Informação, Ricardo Alexandre. Foi ele que me contratou e foi ele que me despediu".

E a forma como Ricardo Alexandre "despediu" Pedro Rosa Mendes foi através de um telefonema, na segunda-feira a seguir à crónica [emitida no dia 18 de fevereiro]. "Recebi um telefonema do Ricardo Alexandre, que começava por me dizer 'tinhas razão'".

A "razão", explicou o jornalista, reportava-se a uma conversa anterior que ambos tiveram a propósito da mesma crónica, em que Rosa Mendes manifestou receios de vir a "causar problemas".

Esses receios foram confirmados, rematou Pedro Rosa Mendes, com o anúncio nesse telefonema de que a rubrica "Este Tempo" terminava nessa semana, não por vontade da direção de Informação, mas por determinação do "diretor-geral" de Conteúdos da RTP, Luís Marinho.

O jornalista afirmou que nunca falou com nenhum dos restantes quatro cronistas - António Granado, Raquel Freire, Gonçalo Cadilhe e Rita Mota - "nem por telefone, por email ou por SMS [mensagem de texto]", mas a imprensa tem noticiado a surpresa que foi para todos o encerramento do programa. A "forma abrupta de fechar o "Este Tempo'" fica demonstrada pelo facto de "um dos cronistas, António Granado, [ter sabido] que tinha feito a sua última crónica, já depois de ela ter ido para o ar", sublinhou Rosa Mendes.

Na crónica em causa, o jornalista Pedro Rosa Mendes lançou fortes críticas ao programa da RTP 1 "Reencontro", emitido no dia 16 de janeiro a partir de Luanda, e que contou com a presença, entre outros, do ministro-adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, e do chefe da Casa Civil da Presidência angolana, Carlos Maria Feijó, para além de empresários de grandes empresas portuguesas.

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