Cavaco Silva lembra ator e encenador como "exemplo de dedicação às artes e causa pública"

O Presidente da República lembrou o ator e encenador Igrejas Caeiro, que morreu hoje aos 94 anos, como "um exemplo de dedicação às artes e à causa pública" que todos recordarão com admiração.

"Neste momento de luto, especialmente para a sua família e amigos, presto a minha homenagem ao homem de cultura e ao cidadão empenhado que foi Igrejas Caeiro", lê-se numa mensagem de condolências enviada pelo chefe de Estado à família de Igrejas Caeiro, divulgada no 'site' da Presidência da República.

Na missiva, Cavaco Silva lembra ainda Igrejas Caeiro como uma "personalidade que marcou a vida cultura e cívica" portuguesa no último meio século.

"Pelo seu trabalho no teatro, no cinema e, sobretudo, na rádio, assim como no Parlamento, após a instauração da Democracia, Igrejas Caeiro representa um exemplo de dedicação às artes e à causa pública, que se impôs ao longo de sucessivas gerações e que todos nós recordaremos com admiração", acrescenta o Presidente da República.

O encenadro, ator e locutor Francisco Igrejas Caeiro morreu aos 94 anos.

A estreia como ator aconteceu em 1940 no Teatro Nacional de D. Maria, em Lisboa, e seis anos depois entrou no primeiro filme da sua carreira: "Camões" de Leitão de Barros.

Como autor, apresentador e empresário, concebeu e difundiu programas como "Os Companheiros da Alegria" e "O Comboio das seis e meia".

Igrejas Caeiro foi afastado da rádio pela ditadura do Estado Novo devido a declarações sobre a ocupação militar portuguesa de territórios na Índia. O regresso à rádio aconteceu após o 25 de Abril.

Do seu currículo consta a fundação do Teatro Maria Matos, em Lisboa, em 1969.

Igrejas Caeiro foi militante do PS, deputado à Assembleia da República e vereador da Câmara Municipal de Cascais.

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