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Tempos que marcam

Hélder Reis: "Estes são tempos que marcam porque trouxeram tempo para refletir"

O apresentador entrou em confinamento logo no início de março por ser doente de risco. O isolamento em Trás-os-Montes obrigou-o a afastar-se dos ecrãs da RTP, mas também lhe permitiu ter tempo para "sarar a alma da morte da mãe", que falecera em fevereiro, ainda antes da chegada da pandemia às nossas vidas. A par desse processo individual, destaca o tempo que sobrou para explorar uma ligação ainda mais forte com a natureza e a agricultura, mas também com a escrita que resultou no lançamento do novo livro: "Nação Valente". Nestes tempos que nos afastaram de quem mais amamos, Hélder Reis sublinha ainda o papel de uma marca em especial, a operadora de telecomunicações de que é cliente e que contribuiu para "estar mais perto, quando estamos frágeis".

Tempos que marcam

Tiago Correia: "As epidemias não se gerem, antecipam-se e evitam-se"

O especialista em saúde internacional defende que as pandemias devem ser antecipadas porque "quando ganham uma escala como a que esta ganhou torna-se muito difícil garantir a saúde pública sem comprometer a qualidade de vida das pessoas." Tiago Correia, professor e investigador do IHMT - NOVA, espera também que esta pandemia nos obrigue a repensar a "relação intensa e desequilibrada" que temos com a natureza.

Tempos que marcam

Gonçalo Diniz: "A covid-19 vai mudar as relações entre as pessoas" e a forma como exprimem as emoções

O ator considera que o período de confinamento "foi um período de Big Brother necessário" que exacerbou a forma como as pessoas viveram as emoções e a relação com a família. Gonçalo Diniz lamenta que a filha Vitória não venha a ter memórias muito definidas da vida quotidiana anterior à crise pandémica e destaca a importância de "pensar positivo" para enfrentar o futuro no mundo pós-covid-19.

Tempos que marcam

Filipe Simões: Um marketeer e o bom marketing que marcou estes tempos

A chegada da pandemia trouxe tempos de grande angústia, um sentimento que Filipe Simões, um dos responsáveis pela marca de maçã desidratada "Fruut", afirma ser "mais forte do que o medo". Com três filhos, o confinamento foi um momento único vivido em família e onde certamente não terá faltado animação. O que também não faltou, foram os momentos de "profunda reflexão" pessoal e profissional. Sobre "o que queremos" mas também sobre "como vamos superar as adversidades" trazidas pela pandemia. Na memória das marcas, guarda em especial a reação célere da Câmara do Porto, "a primeira a criar hospitais de campanha e centros de análises rápidos", mas também a estratégia da Super Bock, que além de edições especiais "Super Doc", em homenagem aos profissionais da linha da frente, conseguiu produzir álcool gel a partir da produção de cerveja sem álcool.

Tempos que marcam

Katty Xiomara: o desejo de que a covid-19 seja a mais efémera das modas

Já em fevereiro Katty Xiomara percebeu que este seria um ano atípico, ao notar que a performance dos showrooms de Tóquio, Hong Kong e Milão estava "próxima de zero". Mal o estado de emergência se impôs, o confinamento não foi um óbice para a criatividade desta designer de moda. "O facto de viver e trabalhar no mesmo espaço ajudou muito." Mas os efeitos da paragem no negócio são impossíveis de negligenciar e a criadora prevê um "hiato de um ano e meio a dois anos", num percurso que se avizinha "difícil". No meio do ruído que terá sido feito por muitas marcas nesta fase, Katty Xiomara destaca a atitude de marcas como a Porto Editora que, não fazendo grande publicidade nesta fase, optaram antes por ajudar as famílias com a disponibilização gratuita do acesso à plataforma de ensino e aprendizagem da Escola Virtual. O presente não alimenta grandes expectativas, mas Katty Xiomara espera que este "grande acontecimento" seja catalisador para mudanças positivas ao nível social e político.

Tempos que marcam

Sérgio Leal: "Não vou esquecer o silêncio na frequência" quando era quase o único no céu

A aviação foi um dos setores mais afetados pela crise pandémica de Covid-19 que atravessamos mas o Comandante Sérgio Leal não tem dúvidas que o setor continuará a ser essencial no futuro. Para atravessarmos esta crise pandémica, Sérgio realça a necessidade de nos tornarmos mais resilientes, uma das palavras-chave da aeronaútica. Uma das memórias que o piloto da Sevenair guardará para sempre deste período é o "silêncio absoluto na frequência" que se fazia sentir no cockpit da aeronave da Sevenair nos dias em que foi um dos únicos a voar no céu português.

Tempos que marcam

David Azevedo Lopes: "As nossas vidas continuam em suspenso"

O presidente da AEON Japão considera a solidão em que os mais velhos têm vivido e a impossibilidade de despedida dos que sucumbem à doença, que uma das partes mais difícil de aceitar da pandemia de Covid-19. David Azevedo Lopes iniciou funções numa empresa japonesa antes do período do confinamento e profissionalmente tem vivido este período com "a enorme frustração" de não se poder mudar para o outro lado do mundo. No futuro, o gestor considera que teremos que aprender a viver com o Covid-19 e destaca que o vírus não deve justificar o aprofundar de desigualdades nem pôr em causa o primado da democracia.

Joaquim Manuel Silva:

"Há muitas denúncias falsas [de violência doméstica e abuso sexual]"

"Muitas vezes é usada a "bomba atómica" [da denúncia de abuso sexual e violência doméstica] para tirar partido", e assim tentar impedir o outro progenitor de ter acesso aos filhos, em caso de divórcio. O alerta vem de Joaquim Manuel Silva, o juiz de família e menores do Tribunal de Mafra que fixa residências alternadas em mais de metade dos casos que acompanha. São "mais as mães" que recorrem a esse argumento e cabe ao magistrado avaliar os indícios para poder decidir. Se forem provados, o outro progenitor "nem sequer tem visitas". [veja o vídeo da entrevista em cima] Entrevista [...]