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Tempos que marcam

Pedro Marques Lopes: "Nunca sairemos disto se não atuarmos como uma comunidade" 

O comentador destaca a importância da vida em comunidade para a resolução dos problemas sociais causados pela Covid-19. Pedro Marques Lopes admite que o período de confinamento foi um período "complicado, estranho" e difícil para todas as pessoas, que como ele, vivem sozinhas e "precisam mais de ver gente". Para o comentador esta crise pandémica veio mostrar que, no futuro, "precisamos de ter mais cuidado uns com os outros".

Tempos que marcam

Tiago Correia: "As epidemias não se gerem, antecipam-se e evitam-se"

O especialista em saúde internacional defende que as pandemias devem ser antecipadas porque "quando ganham uma escala como a que esta ganhou torna-se muito difícil garantir a saúde pública sem comprometer a qualidade de vida das pessoas." Tiago Correia, professor e investigador do IHMT - NOVA, espera também que esta pandemia nos obrigue a repensar a "relação intensa e desequilibrada" que temos com a natureza.

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Ana Paula Martins: "O confinamento foi o período mais difícil que vivi nos meus 54 anos"

A bastonária da Ordem dos Farmacêuticos considera que a crise pandémica que atravessamos é "o maior desafio que a Humanidade está a enfrentar nas últimas gerações". Para Ana Paula Martins o confinamento levou-nos a encontrar novas formas de estar e de nos relacionarmos e não foi um período fácil. Uma imagem de 2020 que irá guardar na memória é "a figura do Papa Francisco na Praça S. Pedro, a rezar sozinho, na fase pascal". Sobre o futuro no mundo pós-Covid-19, a bastonária dos farmacêuticos admite que será "um desafio" que terá de ser encarado com "compromisso e confiança".

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Raúl Fangueiro: A Fibra da ciência em tempos de incerteza

Nestes longos meses coube à ciência a tarefa hercúlea de encontrar respostas para um problema insólito como a COVID19. Raúl Fangueiro é professor universitário e pai da plataforma Fibrenamics - uma equipa de investigadores com um grande conhecimento na procura de soluções desenvolvidas a partir de materiais à base de fibras - e que esteve na linha da frente no desenvolvimento de um livro branco para os dispositivos de proteção individual em plena pandemia. Com o confinamento, a vida de professor, de investigador e de pai aconteceu plenamente em casa, num processo de digitalização que se deu sem grandes dificuldades. Destes tempos, sublinha marcas da ciência de instituições como a "Universidade de Lisboa", a "Universidade do Minho" e o "CEIIA" - que desde o desenvolvimento dos testes rápidos para detetar o vírus, à produção de ventiladores, foram entidades imparáveis mesmo em tempos de pandemia.

Tempos que marcam

Filipe Simões: Um marketeer e o bom marketing que marcou estes tempos

A chegada da pandemia trouxe tempos de grande angústia, um sentimento que Filipe Simões, um dos responsáveis pela marca de maçã desidratada "Fruut", afirma ser "mais forte do que o medo". Com três filhos, o confinamento foi um momento único vivido em família e onde certamente não terá faltado animação. O que também não faltou, foram os momentos de "profunda reflexão" pessoal e profissional. Sobre "o que queremos" mas também sobre "como vamos superar as adversidades" trazidas pela pandemia. Na memória das marcas, guarda em especial a reação célere da Câmara do Porto, "a primeira a criar hospitais de campanha e centros de análises rápidos", mas também a estratégia da Super Bock, que além de edições especiais "Super Doc", em homenagem aos profissionais da linha da frente, conseguiu produzir álcool gel a partir da produção de cerveja sem álcool.

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Sérgio Leal: "Não vou esquecer o silêncio na frequência" quando era quase o único no céu

A aviação foi um dos setores mais afetados pela crise pandémica de Covid-19 que atravessamos mas o Comandante Sérgio Leal não tem dúvidas que o setor continuará a ser essencial no futuro. Para atravessarmos esta crise pandémica, Sérgio realça a necessidade de nos tornarmos mais resilientes, uma das palavras-chave da aeronaútica. Uma das memórias que o piloto da Sevenair guardará para sempre deste período é o "silêncio absoluto na frequência" que se fazia sentir no cockpit da aeronave da Sevenair nos dias em que foi um dos únicos a voar no céu português.

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David Azevedo Lopes: "As nossas vidas continuam em suspenso"

O presidente da AEON Japão considera a solidão em que os mais velhos têm vivido e a impossibilidade de despedida dos que sucumbem à doença, que uma das partes mais difícil de aceitar da pandemia de Covid-19. David Azevedo Lopes iniciou funções numa empresa japonesa antes do período do confinamento e profissionalmente tem vivido este período com "a enorme frustração" de não se poder mudar para o outro lado do mundo. No futuro, o gestor considera que teremos que aprender a viver com o Covid-19 e destaca que o vírus não deve justificar o aprofundar de desigualdades nem pôr em causa o primado da democracia.

Tempos que marcam

Luís Alves. A resiliência que marca os tempos de pandemia de um agricultor

Em 10 hectares de quinta no meio da cidade, Luís Alves, sentiu-se um privilegiado para quem o "confinamento" foi muito menos claustrofóbico do que o do comum cidadão. Agricultor e responsável pelo projeto "Cantinho das Aromáticas" em Vila Nova de Gaia, revela-nos que a adversidade é uma constante na vida de um agricultor. A pandemia foi mais uma. Mas confessa ter enfrentado estes tempos com uma grande dose de esperança. A esperança de que esta paragem tenha resultado numa reflexão generalizada e para uma nova atitude perante o futuro, que passe pela mudança de mentalidades até face à agricultura, onde a produção local passe a estar cada vez mais ao alcance do consumo local. Pois como ele mesmo diz, "quando o agricultor não planta, a cidade não janta". Este vídeo faz parte de uma nova série, às terças e sextas no DN.