Vida e Futuro

Guilherme Duarte: "O que vai ficar é a ingenuidade de pensarmos que isto ia mudar alguma coisa"

COVID-19

Guilherme Duarte: "O que vai ficar é a ingenuidade de pensarmos que isto ia mudar alguma coisa"

O humorista considera que a crise pandémica que atravessamos se caracteriza pela incerteza desta "nova normalidade". Em termos profissionais Guilherme Duarte destaca o impacto negativo da impossibilidade de realizar espetáculos ao vivo e considera que a memória que irá perdurar é a ingenuidade com que acreditámos que tudo poderia vir a ser diferente. Para o humorista, as consequências da pandemia - quer em termos de saúde pública, quer em termos económicos - ainda se vão fazer sentir no futuro próximo.

Entrevista a Pedro Narra

"Fotografar dá a mesma sensação de ser caçador, só que não se mata"

Quando Pedro Narra, fotógrafo da natureza que publica na National Geographic, conta as viagens em demanda de uma fotografia é quase impossível não sentir uma pontinha de inveja. Da Nova Zelândia ao Ruanda, da Austrália à Guiné-Bissau, gasta as solas dos sapatos a descobrir recantos. Este texto foi publicado a 18 de agosto de 2019 e faz parte de uma seleção de entrevistas, realizadas pelo DN durante o último ano, para voltar a ler neste verão.

cérebros

Dez anos é muito tempo? Para uma vacina não

Uma equipa de investigadores portugueses está mais perto de conseguir a tão esperada vacina contra a malária. Uma década de um projeto que só foi possível graças ao apoio superior a um milhão de dólares da Fundação Bill & Melinda Gates. Miguel Prudêncio e António Mendes estão animados com os ensaios clínicos. Quanto à covid-19, acreditam que conseguir a vacina em tão curto espaço de tempo, será "um feito impressionante".

Cristina Pestana

"Se a medicina for só computadores, acabou a medicina"

Defende com unhas e dentes que é o anestesista que manda no bloco. Porque, enquanto o cirurgião opera um órgão, o anestesista tem de manter todos os outros, tem de manter o doente vivo. E a relação não acaba na sala de cirurgia, garante Cristina Pestana. Os doentes e os médicos podem ser amigos. Este texto foi publicado a 14 de agosto de 2019 e faz parte de uma seleção de entrevistas, realizadas pelo DN durante o último ano, para voltar a ler neste verão.

Tempos que marcam

David Azevedo Lopes: "As nossas vidas continuam em suspenso"

O presidente da AEON Japão considera a solidão em que os mais velhos têm vivido e a impossibilidade de despedida dos que sucumbem à doença, que uma das partes mais difícil de aceitar da pandemia de Covid-19. David Azevedo Lopes iniciou funções numa empresa japonesa antes do período do confinamento e profissionalmente tem vivido este período com "a enorme frustração" de não se poder mudar para o outro lado do mundo. No futuro, o gestor considera que teremos que aprender a viver com o Covid-19 e destaca que o vírus não deve justificar o aprofundar de desigualdades nem pôr em causa o primado da democracia.