Timor-Leste

20 anos da consulta popular

A festa do referendo timorense ficou manchada pela violência das milícias

A independência tornara-se inevitável para Timor-Leste. Mas os militares indonésios e as milícias integracionistas vão tentar uma última jogada: a intimidação pela violência. Não terão sucesso. Mas os dias e as semanas anteriores e seguintes à votação de 30 de agosto de 1999 vão ser vividos numa atmosfera de medo, morte e destruição.

Opinião

24 horas em Timor para a vida inteira. Por Graça Henriques

Quando a comitiva do então Presidente da República Jorge Sampaio aterrou no aeroporto de Díli faltavam poucas horas para a declaração oficial da independência de Timor-Leste. Meio mundo tinha-se deslocado ao território para assistir ao nascimento de um país - estava lá o secretário-geral das Nações Unidas Kofi Annan, o ex-presidente americano Bill Clinton, a presidente da Indonésia Megawati Sukarnoputri e dignitários de 92 países. A comunidade internacional em peso para assistir à festa da independência, onde aprendi que é possível chorar em silêncio. Mesmo que sejam milhares a chorar ao mesmo tempo. E que quando se alcança a liberdade, aprende-se a perdoar.