SNS

Ministra sobre Plano outono/inverno

"Ninguém conseguiria aplicar um plano desenhado a régua e esquadro"

Em resposta às críticas de médicos e administradores hospitalares ao plano para o outono-inverno do Serviço Nacional de Saúde, apresentado nesta semana, Marta Temido lembrou que o que está escrito são pistas, garantindo que vão ser dadas "respostas práticas que façam a diferença na vida das pessoas".

Plano contra covid-19 no outono-inverno

Médicos e hospitais queriam plano Marshall. Veem projeto sem metas

O plano para o outono-inverno do Serviço Nacional de Saúde, apresentado nesta segunda-feira, é "insuficiente". Na teoria, as intenções são boas, dizem o bastonário da Ordem dos Médicos e o presidente dos Administradores Hospitalares. Na prática, faltam explicações sobre como vai ser executado e, em muitos casos, é uma repetição da resposta anterior. Apesar disto, o reforço da capacidade de testagem, hospitais de retaguarda para doentes sociais, mapas epidemiológicos e recomendação sobre uso de máscaras em ruas movimentadas são medidas bem-vindas.

Premium

Covid-19

Estratégia de desconfinamento falhou. É preciso revê-la agora

Na semana em que o primeiro-ministro António Costa admitiu. que o país não aguentará mais um confinamento como o que tivemos, o DN pediu a quatro especialistas portugueses que explicassem aos leitores a sua visão sobre o que correu bem, o que falhou e o que é preciso fazer para se evitar o que tantos já anunciam: "O pior vai chegar no outono e no inverno." E para os quatro, Constantino Sakellarides, Aranda da Silva, Victor Ramos e Manuel Lopes, que se distinguem pelas funções na área da saúde e do medicamento, o momento de agir é agora.

Obstetrícia

Só à 6.ª vez, INEM garantiu hospital para grávida em trabalho de parto

Na quarta-feira, o INEM foi chamado para transportar uma mulher em trabalho de parto para o hospital, mas a equipa teve de contactar vários hospitais para encontrar quem a recebesse. Na semana passada, não foi a única situação. A falta de obstetras na capital continua a fazer-se sentir e deve agravar-se durante o Natal, quando há menos profissionais disponíveis.

Internatos médicos

"Não, senhora ministra, não devemos nada ao SNS"

Um licenciado em Medicina custa menos ao Estado do que um dentista ou um engenheiro. Dados da Universidade de Lisboa revelam que um estudante de Medicina custa 5539 euros por ano, um dentista 7488 e um engenheiro 8390 euros. Alexandre Valentim Lourenço escreve editorial na revista "Medi.com" para pôr fim "à manipulação dos números" sobre a formação médica.