Rosália Amorim

Rosália Amorim

Só Agora Começou, escreve Sócrates

A Operação Marquês fez (e ainda vai fazer) correr muita tinta, não só nos jornais, mas num livro que em breve será publicado, da autoria de José Sócrates, e de que hoje damos conta, em primeira mão. Só Agora Começou é o título da obra do antigo primeiro-ministro. Tem prefácio de Dilma Rousseff, ex-Presidente do Brasil, e foi redigido antes de ser conhecida a decisão do juiz Ivo Rosa, através da qual ficámos a saber (na sexta-feira) que José Sócrates será levado a julgamento por seis crimes, e não 31, como ditava a acusação do Ministério Público.

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Operação Marquês. Do silêncio à alta voz

Ivo Rosa decide hoje a Operação Marquês. No centro do processo está José Sócrates, primeiro-ministro entre 2005 e 2011, acusado de 31 crimes. Mais de dois anos após começar as diligências instrutórias, o juiz Ivo Rosa, do Tribunal Central de Instrução Criminal, explica, finalmente, se envia ou não envia para julgamento o ex-governante. Entre os muitos crimes de que está acusado, assim como outros 27 arguidos (incluindo nove empresas), estão os de corrupção passiva, branqueamento de capitais, falsificação e fraude fiscal.

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Uma vacina no braço e um verão normal na carteira

Neste sábado começam a ser vacinados os professores e funcionários das escolas. São 80 mil os profissionais que estão no alvo para este fim de semana, afiança o coordenador da task force da vacinação. O arranque desta etapa tão importante chega tarde, na medida em que o ensino presencial já arrancou há duas semanas para os mais novos e desde então esses recursos humanos - dedicados e responsáveis junto dos seus alunos, lutando para não deixar ninguém para trás - arriscaram a sua saúde para continuar a lutar pela sua paixão: a educação.

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Três testes rápidos a Portugal

O primeiro grande teste rápido ao estado da economia chega já nos próximos dias. As moratórias privadas acabam no final de março e, para os economistas, o mês de abril vai servir para se perceber como vai evoluir o incumprimento no crédito em 2021. A moratória privada no crédito à habitação criada pela Associação Portuguesa de Bancos termina o seu prazo daqui a escassos dias e em causa está um montante de créditos de 3,7 mil milhões de euros, o que corresponde a 21,5% do total de crédito hipotecário que estava abrangido pelo regime de moratórias no final de janeiro.

Rosália Amorim

A incerteza continua a ser a única certeza

A previsibilidade é um dado importante para todos os agentes económicos, mas também para as famílias. No que toca às empresas, para planear, gerir os stocks, prospetivar exportações, desenhar mapas de disponibilidade de mão-de-obra em teletrabalho e presencial, definir investimentos, estruturar pagamento de dívidas, etc., um cronograma é uma ferramenta importante de gestão. Ter um calendário de desconfinamento não é tudo, mas ajuda. É claro que devemos e temos de estar preparados para a alteração das datas previstas para a reabertura do país, caso o Rt (índice de transmissibilidade) volte a subir, mas conhecer o calendário previsto para o desconfinamento é um passo importante e é um sinal de esperança para todos. No caso das famílias, a previsão do regresso das crianças mais jovens (da creche até ao primeiro ciclo) ao ensino presencial, de forma faseada, já a partir de segunda-feira ajuda não só a organizar a vida familiar, mas também as tarefas profissionais.

Rosália Amorim

Um país com o postigo aberto

Reabrir o país é importante para tudo e para todos. Mas a realidade, ainda pautada por fortes incertezas, recomenda cautelas. O governo quer assegurar que não há sinais equívocos que induzam a comportamentos de risco. O plano de desconfinamento, que conhecemos ontem, revela prudência e alguns traumas relacionados com o passado, sobretudo com a época natalícia. Dividir a reabertura do país em várias fases e ir analisando e medindo é determinante para controlar a situação. Mas, mais do que monitorizar, falta testar, testar, testar. Há um ano que andamos a ouvir este verbo, e sempre repetido por três vezes, mas não chegou. E falta vacinar, vacinar, vacinar. Ainda que a vacina não esteja para já em quantidade suficiente nas nossas mãos, já os testes estão disponíveis.

Rosália Amorim

Escalada dupla: pandemia e desemprego

Portugal registou o número mais baixo de mortes desde 28 de outubro. Dados conhecidos ontem que fazem crescer a esperança de um tempo novo. Ainda assim, a DGS alertou para a possibilidade de mais uma escalada da pandemia. A diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, afirmou que Portugal pode voltar a enfrentar uma nova vaga de covid-19 nos próximos meses, mesmo com a campanha de vacinação em curso, e levantou dúvidas quanto à duração da imunidade e as mutações do vírus.

Rosália Amorim

Menos romantismo, mais realismo

Lisboa foi palco, nos últimos dias, de duas grandes conferências. Uma sobre as alterações climáticas e os novos modelos económicos, organizada no âmbito da presidência portuguesa da União Europeia, e, antes, uma outra sobre o futuro dos oceanos, organizada pelo Clube de Lisboa. Em ambas participei como moderadora convidada - acreditando que também assim se faz serviço público e é possível dar um contributo para o debate de matérias tão importantes para o futuro da humanidade - e, nas conclusões, sobressaiu uma mensagem comum e clara: é preciso menos romantismo e mais realismo. Os desafios do clima devem inquietar-nos a todos e todos os dias. Em cada ato podemos estar a ajudar ou a prejudicar o ambiente. Em decisões tão simples quando reciclar o lixo, usar fontes de energia renovável ou, simplesmente, comprar uma peça de roupa em fibra natural e reutilizável. O realismo é igualmente determinante na definição e na aplicação das políticas públicas e na relação do país e da Europa com outros mercados comerciais, que fazem orelhas moucas aos gritos do planeta.

Rosália Amorim

Duas grandes figuras portuguesas

De pequeno, Portugal só terá a dimensão geográfica, além de algumas mentalidades pequeninas e limitadas, mas não são essas que aqui me trazem hoje. Duas grandes figuras portuguesas, cada uma no seu estilo e no seu campo político, têm demonstrado do que são feitos os melhores de nós. António Guterres está a desempenhar a missão da sua vida, ao liderar as Nações Unidas até ao dia 31 de dezembro deste ano. Durão Barroso destacou-se como presidente da Comissão Europeia e agora volta a assumir um papel importante para todos: o de presidente do conselho de administração da Gavi, The Vaccine Alliance.

Rosália Amorim

Se as crianças aguentam? Aguentam

Vem aí um Carnaval sem festividades, sem bailes, sem máscaras. Pelo menos, fora de casa. Mas a melhor celebração desta época é, sem dúvida, olhar para o número de mortos e contágios por covid-19 em Portugal e vê-los a descer vertiginosamente. São boas notícias, ainda que estejamos longe de cantar vitória. A ordem é para continuar em casa, mantendo todas as regras apertadas de confinamento. Foi o que ouvimos nesta semana, quer no discurso do Presidente da República quer no do primeiro-ministro. O confinamento está a surtir resultados, mas a "situação ainda é extremamente grave", alertou António Costa. E recusou avançar qualquer plano, mesmo que faseado, sobre o tempo e o modo de um eventual regresso às escolas. Apesar do pedido nesse sentido da parte de Marcelo Rebelo de Sousa, as famílias nada podem planear quanto a isso. Primeiro é urgente salvar vidas e aliviar o Serviço Nacional de Saúde.

Rosália Amorim

Turismo e viagens. Vacina para a confiança

Em Portugal registaram-se 214 óbitos, o número mais baixo dos últimos 18 dias. O número de infetados baixou na última semana (nas últimas 24 horas foram 6132 os casos novos), mas há mais internados em estado grave. A região de Lisboa e vale do Tejo - onde está instalada a redação do Diário de Notícias - continua a mais penalizada pela covid-19, com 5590 novos casos de infeção e mais 99 mortos. A região norte é a segunda mais atingida, mas com menos óbitos: 4778 novos casos e mais 44 mortos. No centro do país, contabilizaram-se nas últimas 24 horas 2481 novos casos e 48 mortos.

Rosália Amorim

A república, a ética e a moral

Ainda não é hora de baixar os braços. Muitos portugueses assinalam já a descida do número de infetados e de mortos por covid-19, em Portugal. Os casos baixaram do pico dos 15 mil para cerca de seis mil infetados por dia e as vidas perdidas já não são três centenas diárias, mas estão lá perto: 258. A estatística da pandemia continua a colocar-nos no patamar dos piores quando comparados com outros países do mundo. Ontem foi atingido um novo máximo nos cuidados intensivos: há 904 doentes nesses serviços de fim de linha. São dados oficiais e atualizados da Direção-Geral da Saúde que devem continuar a pôr-nos em sentido.