Ricardo Simões Ferreira

A espreguiçar na rede

Quem é que disse que o Facebook já era?

A morte lenta do Facebook foi uma notícia grandemente exagerada. Desculpem-me a fácil variação sobre a frase de Mark Twain, mas não resisti, tendo em conta o que muito já se disse e escreveu acerca dos alegados efeitos do caso Cambridge Analytica. Em previsões nitidamente recheadas de wishful thinking, alguns analistas sublinharam o facto de a rede social ter reduzido (ligeiramente) o número de utilizadores ativos no último trimestre do ano passado (nos EUA e Canadá), ligaram-no aos estudos de mercado que diziam que os miúdos preferem o Instagram, e associaram tudo isto à sua ideia de que deveria haver uma real onda de fundo contra a plataforma por causa dos abusos na partilha de dados pessoais. E declararam que estávamos no princípio do fim de uma era.

A espreguiçar na rede

A televisão na Europa continua nos anos 50

Que sentido faz, num mundo digitalmente ligado, continuarem a existir fortes restrições regionais relativamente aos conteúdos televisivos? No dia em que as normas europeias passam a obrigar a que todos os conteúdos digitais pagos estejam disponíveis ao cliente por todo o espaço comunitário - norma positiva que só peca por tardia -, convém lembrar que, tal como acontecia em meados do século passado, nem todos os cidadãos europeus são iguais relativamente àquilo que podem ver (e ouvir ou ler) legalmente.