Pedro Sequeira

Rio2016

Ver ténis olímpico dentro do court? Sim, no Rio

Uma das vantagens de uma grande competição como os Jogos Olímpicos é a possibilidade de acompanhar, bem de perto, dezenas de modalidades e milhares de atletas. Mas desta vez essa realidade foi ainda mais longe. O DN e mais dois órgãos de comunicação social portugueses, JN e Maisfutebol, assistiram ao jogo de pares entre João Sousa e Gastão Elias e os eslovacos Andrej Martin e Igor Zelanay dentro do court número 7 do Complexo de Ténis da Barra. Literalmente dentro do court. Um episódio que seria impossível em Londres 2012 e ilustra bem algum amadorismo que rodeia estes Jogos do Rio. E que podia ter terminado mal.

Opinião

A vitória que não foge

Portugal está na final do Europeu com todo o mérito. O apuramento foi obtido com uma vitória (lá se foi o rótulo da seleção dos empates...) e sólida exibição frente ao País de Gales. Temos uma equipa competente, confiante e, sobretudo, muito empenhada em conquistar um troféu que o futebol português já merece. No entanto, esta crónica não fala do futebol dentro das quatro linhas. Fala de adeptos e do papel (talvez decisivo) que tiveram a motivar os jogadores, principalmente após os jogos menos conseguidos no arranque da competição. Fala de um Portugal de esplanadas cheias à hora do jogo, filas no supermercado para as compras de última hora, dos gritos de golo a cortarem o silêncio do bairro, dos amigos que nunca falavam sobre futebol e agora discutem as arrancadas de Renato Sanches, o poder de elevação de Ronaldo ou os truques de Rui Patrício para defender penáltis. Fala de emigrantes. Em Barcelona, no Caravela, de Sagres e Super Bock na mão, dezenas a cantar A Portuguesa em coro antes do apito inicial, em pleno bairro catalão de Sant Antoni. Em Paris, em frente à TV, com a camisola do capitão vestida, o pré-adolescente que nasceu em França mas que se emociona com as vitórias de um país que também é seu, enquanto vai desenferrujando o português na companhia dos pais. Em Montreux, Suíça, após o jogo, os portugueses que se juntam a festejar e a testar a paciência dos suíços com o barulho ensurdecedor dos motores das suas motas. Fora da Europa, também é assim. No Canadá, no Brasil, em Angola, em Timor. Vejam as fotos que Ramos -Horta partilhou das ruas de Díli...

Opinião

Mais do que um discurso

Ambição. Será talvez a característica mais evidente do grupo de Fernando Santos. O selecionador foi inteligente no discurso que adotou na preparação do Europeu. Não se refugiou em lugares comuns e foi o primeiro a dizer que Portugal vai a França lutar pelo título. Assim, sem rodeios. A mensagem do treinador tem sido repetida desde o dia da sua apresentação e chegou aos jogadores. A meta também é assumida na Federação. "Está na altura de vencer o Europeu", frisou, ainda ontem, o vice Humberto Coelho.