Pedro Marques Lopes

Pedro Marques Lopes

E o PSD

Na semana passada, escrevi aqui que a questão designada por subsidiodependência não tinha o mesmo conteúdo para o PSD e para o Chega. Continuo a pensar que não tem, mas percebi pela entrevista da passada quarta-feira à TVI que para Rui Rio tem. Os comentários que fez sobre as pessoas que, malandras, não querem trabalhar para ganhar a loucura de 85 euros - sendo certo que uma grande parte delas tem menos de 18 anos - são dignos de um líder do Chega, mas não de um do PSD.

Pedro Marques Lopes

O PCP é indispensável à democracia

Há já muito tempo que os votos do PCP pouco têm que ver com o projeto político alternativo que os comunistas tradicionalmente defendem. A maioria esmagadora de quem confia o seu voto no PCP não quer acabar com a democracia liberal e implementar um regime comunista. Atrevo-me a dizer que nem grande parte dos seus dirigentes. Também não será pelas posições bizarras em relação a regimes como o coreano, venezuelano, angolano e até chinês ou russo que votam ou deixam de votar no partido. Tudo isto pouco importa, há sim um reconhecimento por parte dos seus votantes na luta do PCP pelos seus direitos, pela melhoria das suas condições de vida e pelo respaldo que dá a alguma revolta contra um sistema que não os protege ou que intuem injusto.