pedro bidarra

Opinião

Lisboa não vai com qualquer um

Eu nasci em Lisboa, na Rua Diogo do Couto, ali nas traseiras de Santa Apolónia, onde chegavam os comboios com víveres da província e gente do estrangeiro. Cresci em Lisboa, no bairro do Olivais. Vivi na Mouraria, na Graça, no Chiado e em Santa Catarina. Estudei em Lisboa, na Ameixoeira, em Chelas, na Cidade Universitária, no Campo Grande, em Entrecampos e em São Sebastião. Trabalhei em Lisboa, em Alvalade, no Bairro Azul, nas Laranjeiras, na Av. da Liberdade, no Rato, no Parque das Nações, nas Amoreiras.

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O Futurismo voltou

"Central a este projecto [O Futurismo] estava o conceito de "Novo Homem", um ser humano distinto dos seus antecessores, tanto na sua maneira de viver quanto no seu modo de pensar, uma vez que a sua psique fora transformada por um derredor caracterizado por máquinas, indústria pesada, descobertas científicas, vastos aglomerados urbanos, rápidas telecomunicações e redes de transportes. [F.T. Marinetti] deu-se conta, mais depressa do que os seus contemporâneos, de que a arte se devia renovar para esta era moderna, aceitando os desafios do tempo, indo ao encontro das realidades do quotidiano, da produção em série e da actualidade. Ele foi o primeiro a falar do "planeta encolhido pela velocidade"."