Orçamento do Estado

A visão de Constantino Sakellarides sobre o OE

Sakellarides: "Mais dinheiro é importante, mas há que garantir bem-estar das pessoas"

O DN pediu ao professor Constantino Sakellarides que fizesse uma análise rápida à proposta do Orçamento do Estado para 2021 na área da saúde. Ele aceitou, salvaguardando algumas reservas. E do cariz social da proposta, da injeção de financiamento à linguagem e lógica tradicional que seguem há muitos anos este documentos, analisa tudo. Resumidamente: há aspetos positivos, mas também omissões. "É uma proposta genérica, linguagem genérica, faltam detalhes e pormenores para se perceber se mais financiamento vai resultar ou não nas transformações necessárias."

Opinião

Para que queremos um excedente orçamental?

O Estado português precisa de reduzir o seu nível de endividamento. Este é um pressuposto consensual, que tem sido usado para justificar a necessidade de excedentes nas contas do Estado. A ideia soa intuitiva: para reduzir a dívida é preciso poupar, certo? Nem por isso. Não é preciso que as receitas do Estado em cada ano sejam superiores às despesas para que o peso da dívida diminua.