Marchas de Lisboa

Marcha dos Mercados

Pregão desaparecido renasce com madrinha que é de todos

Quando, há seis anos, Humberto Jorge entrou pela primeira vez na Marcha dos Mercados a convite de duas primas, nunca desfilara por qualquer bairro lisboeta. Tinha 43 anos. Ontem, foi com simplicidade e um sorriso nos lábios que admitiu que já não consegue parar. "Tenho aqui uma família muito grande. Amigos que nunca teria conhecido", atirou, quase que a convidar à festa que logo se formou, em sua homenagem, no campo de jogos situado no topo do Mercado 31 de Janeiro, nas Picoas.

MARCHA INFANTIL

Homenagear a água a torcer por vários bairros da cidade

"Santo António, Alfama é padroeiro." É com a traquinice própria da tenra idade que um dos marchantes do conjunto d"A Voz do Operário, no bairro de São Vicente, foge à norma imposta pela realidade e pelo ensaiador de que a intenção é relembrar o santo casamenteiro de que o padroeiro de Lisboa é São Vicente. A "rebeldia", mostrada durante um ensaio da marcha infantil, não tem o apoio de outras crianças, mas é sintomática da origem diversificada do grupo que, desde há 26 anos, atrai os lisboetas mais pequenos à típica tradição alfacinha.