Lado B

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Automóveis. O lado B do actor e humorista Pedro Alves

"O meu pai esteve sempre ligado ao meio automóvel. A minha paixão pelos automóveis começou por aí, aliás, era o que queria fazer da minha vida". Mas entretanto, pelos 16 anos, a rádio meteu-se no caminho, e mais tarde os sketchs humoristicos na televisão, os espetáculos, a música, o cinema e agora as telenovelas. E com isso os motores, passaram a ter um papel secundário na vida de Pedro Alves. Atualmente, é um dos protagonistas da nova telenovela da TVI Festa é Festa onde faz o papel de presidente da junta, que também é "presidente do clube de hóquei, presidente da casa do povo e também coveiro. É um registo normal mas com grande vertente humoristica. É um produto leve".

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DN+

Veterinária. O lado B de Nena Barbosa, vocalista d'Os Azeitonas

A sonoridade da banda portuense Os Azeitonas tem um toque feminino, é a voz de Luísa "Nena" Barbosa. O seu papel na banda é vivido a meias com a sua profissão de veterinária. Saber qual destas vertentes é o seu lado B, não é fácil. E a resposta da cantora/veterinária não ajuda a resolver o dilema: "curiosamente a música e a veterinária surgiram na mesma altura da minha vida", conta Nena, de 35 anos. "Os Azeitonas nasceram em 2002, e achei piada a fazer parte de uma banda. Mas nunca pensei que nos tornássemos profissionais. Foi mais ou menos por essa altura que percebi que a veterinária era o outro caminho que iria percorrer." A gestão da dualidade entre a música e veterinária já vem dos tempos de universidade "fiz o curso a fazer cadeiras e concertos em simultâneo. Ia para os concertos e ensaios com calhamaços gigantes para estudar, e lembro-me de ir de direta, depois dos concertos, para os exames". E depois disso, algo que só a pandemia tem travado, continuou a conjugar as duas carreiras: "cheguei a ter concertos à noite no Algarve e trabalhar numa clínica em Vila das Aves pela manhã. Andava de avião de um lado para o outro, o que às vezes é complicado". Caso para aplicar sem remorsos o ditado popular de "quem corre por gosto, não cansa". Nena, que prefere gatos a cães, revela que algumas vezes canta enquanto está a cuidar dos animais. "Já cantei enquanto tratava de gatos ou cães que estavam nervoso e acalmaram. Faço-o instintivamente e os animais que odeiam os tratamentos relaxam". Aliás, há estudos científicos que compravam que os animais relaxam com música. A ciência e a arte de mãos dadas, como faz Nena tantas vezes.

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Nini Andrade Silva

"Quando pinto ou dou palestras faço-o sempre com a ideia de ajudar as pessoas"

Escolher um lado B da designer madeirense Nini Andrade Silva não é fácil. À pergunta responde que o seu lado B é igual ao A: o trabalho. "Estou sempre a trabalhar, trabalho muito e a toda a hora", diz. Com alguma insistência cede revelar a sua paixão além daquilo que faz no dia-a-dia e pelo qual é reconhecida internacionalmente. Começa por dizer que é a pintura. "Quando tenho algum tempo gosto de pintar, aliás, já fiz algumas exposições em vários pontos do mundo e tenho quadros no meu designer centre no Funchal." Mas logo de seguida, quase atropelando-se, explica um outro lado B que a move e comove. A Associação Garouta do Calhau. "É uma associação que já existia, mas no dia em que fiz 50 anos ofereceram-me a fundação com o mesmo nome. Foi um momento único, pensei que ia ver uns miúdos dançar na rua e não estava à espera do que me fizeram."

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Henrique Sá Pessoa: o chef que gosta do voar

Não é rara a vez que se pode encontrar o chef Henrique Sá Pessoa nos campos de basquetebol do Parque de Monsanto. Antes da pandemia com amigos e agora sozinho ou com a filha adolescente passa longos minutos a lançar a bola ou a voar para os cestos. É ali que encontra o seu "momento zen e de descontração" na azáfama da vida de um chef com vários restaurantes - um deles com estrela Michelin - e com gravações do programa de culinária para o 24Kit chen. O basquetebol é, a seguir à cozinha, a grande paixão de Henrique.