Lado B

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The Happy Mess. O lado B do jornalista Miguel Ribeiro

O jornalista Miguel Ribeiro é conhecido dos portugueses como uma das caras da SIC Notícias, mas a sua voz também faz parte dos The Happy Mess, uma banda de música indie pop. Este é o seu lado B. A paixão de Miguel pela música vem da adolescência e desde aí compõe e toca. O que o levou a passar por várias bandas de garagem. Mas o jornalismo apareceu no seu caminho e a música ficou em standby. Mais tarde conheceu as pessoas certas, com os mesmos gostos musicais, e o lado B ganhou novamente força. Foi então que fundou os The Happy Mess - já com três álbuns editados. E o quarto, o primeiro cantado em português, vem a caminho. O novo álbum sai no final do verão e Miguel garante que foi um desafio: "Cantar em português envolve uma nova sonoridade, uma nova musicalidade, e foi um desafio para toda a banda." O planeamento da gestão do seu tempo tem sido a base para que o jornalismo e a música continuem a fazer parelha. Ao fim de dez anos de banda, e no meio musical, continuam a perguntar-lhe como correm as coisas no seu trabalho como jornalista. "É curioso, se um cantor for arquiteto nunca lhe perguntam sobre o curso." Seja no estúdio da SIC ou em palco, os dois lados de Miguel Ribeiro vivem bem em conjunto e sem pausas.

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Lado B

Francisco Batel Marques. Da universidade para as vinhas da Bairrada

São 17 anos a fazer vinhos. E quase o dobro a ensinar na Universidade de Coimbra. Francisco Batel Marques, professor na Faculdade de Farmácia, tem na produção de vinhos o seu lado B. Uma paixão que vem de há muito. "Em casa da minha avó materna fazia-se vinho para consumo próprio. E todo o processo em volta da cultura do vinho apaixona-me desde que me lembro. E gosto da terra, da agricultura." O hiato entre a juventude de memórias na casa dos avós e o início da produção de vinhos, anos mais tarde, é facilmente justificado: "Foi quando tive dinheiro. Trabalhei para tal e é tão simples como isso." Mas enquanto não o conseguiu não esteve parado, foi fazendo a sua rede de informação e ganhando know how, conta, para finalmente fazer "os vinhos de que gosto". É um ponto assente, quase científico, de que não abdica. Quando os vinhos que faz não lhe agradaram não os coloca no mercado. A simplicidade apaixonada do professor Batel Marques pelo seu lado B explica até a escolha da região demarcada da Bairrada para produzir: "A opção deve-se à proximidade geográfica para conseguir conjugar a família, a universidade, e o vinho." Mas não só, explica, "há um paradigma na Bairrada, que é ter como alicerce a casta Baga nos vinhos tranquilos, e não só nos espumantes". Há 17 anos que se dedica à sua Quinta dos Abibes, que existe desde 1792, conforme comprovativo de uma placa no local. Em Coimbra ensina na Faculdade de Farmácia há três décadas e ainda, na sua área de especialidade, colabora com uma instituição de investigação biométrica. Mais do que um mero hobby, o lado B deste professor de Coimbra é um assunto sério. "O objetivo é fazer vinhos do mundo, vinhos que podiam ser apreciados em qualquer região do planeta. Mas quis fazer alguma coisa diferente, senão seria apenas mais um." Palavra de professor!