jesuítas

Português em Beirute

"Não consigo esquecer o som das mães que gritavam pelos filhos"

Rui é padre jesuíta. Vive em Beirute há ano e meio e foi apanhado pela explosão de 4 de agosto numa biblioteca, não muito longe do porto. Pensou que a guerra ia começar. Ao sair para a rua, sentiu-se aliviado, "tinha escapado". A destruição era tremenda e o som das mães a gritar pelos filhos impactante, mas tinha de ajudar quem vagueava nas ruas ensanguentado. Foi o que fez. Quase 15 dias depois, a vida está longe de voltar ao normal, mas espera continuar a viver no Líbano; gosta do país e das suas gentes.

entrevista DN

"Os refugiados são diferentes, são muitos e vêm para o nosso sítio"

O padre americano Tom Smolich é desde 2015 diretor mundial do Serviço Jesuíta aos Refugiados (JRS, na sigla em inglês) e o espanhol José Ignacio García o responsável do JRS para a Europa, articulando a ação de 15 escritórios, entre eles o português. A dupla de sacerdotes jesuítas esteve em Portugal e conversou com o DN sobre o JRS, que auxilia mais de 700 mil pessoas mundo fora, a questão dos refugiados e migrantes e ainda sobre o Papa Francisco, que conhecem bem.