Javier Solana

Javier Solana

A voz necessária do sul global

Enfrentamos a maior cascata de crises nas nossas vidas", declarou o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, no seu discurso na abertura da reunião de alto nível da Assembleia Geral da ONU para líderes dos seus 193 países membros. No que respeita a duas dessas crises - alterações climáticas e a pandemia de covid-19 - foram os líderes dos países mais pequenos e em vias de desenvolvimento, e não os das grandes potências mundiais, que tiveram as histórias mais dramáticas para contar.

Javier Solana

Construir de base uma coligação de democracias

Por todo o mundo, a democracia está em retrocesso. Em 2020, o Índice de Democracia, publicado pela Economist Intelligence Unit (EIU) desde 2006, caiu para o nível global mais baixo de sempre. Este desenvolvimento não pode ser atribuído exclusivamente às restrições impostas devido à pandemia, pois as classificações estão em queda livre desde 2015. Portanto, não é surpreendente que, no seu primeiro discurso de política externa como presidente dos Estados Unidos, Joe Biden tenha acentuado a necessidade da salvaguarda dos valores democráticos em todo o mundo.

Opinião

Os perigos da militarização

A multipolaridade está de volta e, com ela, a rivalidade estratégica entre as grandes potências. O ressurgimento da China e o retorno da Rússia à vanguarda da política global são duas das mais importantes dinâmicas internacionais do século até ao momento. Durante o primeiro ano de Donald Trump na Casa Branca, a tensão entre os Estados Unidos e estes dois países aumentou acentuadamente. À medida que o ambiente político interno dos EUA se deteriorava, também as relações dos Estados Unidos com aqueles que são tidos como os seus principais adversários pioravam.

Opinião

A UE deve reconhecer o Estado palestiniano

Mais uma vez o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, adotou uma abordagem unilateral da política externa. Desta vez, reconhecendo Jerusalém como a capital de Israel. E mais uma vez Trump interpretou mal a realidade do Médio Oriente. Dado que o seu último passo - que dinamitou efetivamente mais de 70 anos de consenso internacional - poderá precipitar uma deterioração rápida na região, é imperativo que a União Europeia intervenha.