Isabel Capeloa Gil

Isabel Capeloa Gil

Um passado que nunca deixa de passar

Na semana que em Portugal começou com a entrega a Bruxelas do PRR e terminou com as controvérsias sobre a celebração de Abril, assistimos a dois gestos simbólicos que marcam uma viragem histórica. O primeiro, a declaração do genocídio arménio por Joe Biden, associando os Estados Unidos ao pequeno grupo de 30 países que reconhecem os atos de violência, iniciados a 24 de abril de 1915 com a prisão e execução de 250 intelectuais e líderes arménios, e cometidos pelo governo dos Jovens Turcos. Em Portugal, a Assembleia da República reconheceu em 24 de abril de 2019 este ato de genocídio que levou à morte de 1,5 milhões de arménios.