Isaac Rabin

Cisjordânia

Benjamin Netanyahu: o jovem que derrotou Peres

Em Maio de 1996 a surpresa foi total, para os israelitas e para a comunidade internacional: o veterano Shimon Peres era derrotado por um jovem e inexperiente político - Benjamin Netanyahu. Tratava-se da primeira vez na história do Estado judaico que a escolha do primeiro-ministro era feita por sufrágio universal, independentemente do partido político. Nada fazia crer que Peres não seria o vencedor e tanto assim era que, no dia seguinte ao escrutínio, muitos jornais davam como certa a eleição do líder trabalhista. Até porque, na memória de todos estava ainda presente o assassínio de Yitzhak Rabin, em Novembro de 1995, por um extremista israelita. Engano, afinal.

Mundo

Polícia israelita ignora ataques de colonos contra palestinianos

No início do mês de Julho vários colonos israelitas da Cisjordânia amarraram um professor palestiniano a um poste da rede de telefones e castigaram-no, a pontapé, por ter feito uma queimada a apenas alguns metros do colonato de Asael. A cena foi filmada pela organização Ta'ayush e a vítima, Madahat Abu-Kirash, apresentou queixa na polícia de Hebron. Este é um dos muitos casos que ilustram a escalada de violência nos colonatos judaicos da Cisjordânia - que está a preocupar Israel .

Cisjordânia

A PALESTINA: UM PROBLEMA TEOLÓGICO?

Em 1977, em Jerusalém, tendo-lhe observado que mais cedo ou mais tarde os judeus teriam de partilhar Jerusalém com os palestinianos, um funcionário do Ministério dos Negócios Estrangeiros israelita atirou-me: "Nunca! Não esqueça que esta terra nos foi dada por Deus há três mil anos!" Já antes me tinha confessado que era ateu, mas formara os filhos no conhecimento da Bíblia e celebrava a Páscoa como está determinado. E eu percebi melhor como tantas vezes a religião não passa de cimento ideológico político. De facto, sobretudo desde a fundação do Estado judaico, há dois povos com a consciência de que a Palestina lhes pertence, respectivamente, há três mil e quase 1400 anos: os judeus reportam-se ao reino de David e Salomão - ano 1000 a. C. - e os palestinianos à conquista pelos árabes em 636 d. C.