Guiné-Bissau

Guiné-Bissau

Patrícia e Tiago ensinam português a Betinha, ela ensina-os a ser pais

Tudo começou no hospital de Bor, perto de Bissau. Estávamos em 2016. Mas foi já em Dakar, onde o delegado da AICEP e a mulher vivem desde o ano passado, que concretizaram o sonho de ter uma filha. O melhor presente chegou nas vésperas de Natal. Só falava crioulo e não sabia comer de faca e garfo. Nestes quase nove meses têm aprendido a ser uma família.

Henrique Burnay

Na Guiné, à espera de um dia

Estávamos a meio de 2000, o pior da guerra civil tinha acontecido há um ano, agora havia paz e esperança. "O chefe dos enfermeiros do hospital do Quebo (no sudeste da Guiné Bissau), um homem magro de gestos demorados, atravessa lentamente o corredor e abre a porta de um cubículo estreito e escuro. "Isto é a farmácia. Agora não temos remédios mas, quando tivermos, é aqui que hão-de ficar"", escrevi então, na revista Grande Reportagem. Entretanto houve golpes de estado, chefes militares e políticos mortos brutalmente e várias revoltas.