Goa

"A marca cultural que Portugal deixou no oriente é imensa, mas não foi uma marca militar"

Brunch com... Nuno Vassalo e Silva

A marca que Portugal deixou no oriente é imensa, mas não foi uma marca militar"

O historiador Nuno Vassalo e Silva diz que o avô quando era governador de Goa tinha a perceção de que estava a lutar contra o tempo, mas que em Portugal houve sempre a ilusão de que a invasão não aconteceria. Pergunto se um acordo com a Índia semelhante ao feito com a China para a devolução de Macau em 1999, com um período de transição de 50 anos que protegesse a língua, podia ter sido aplicado a Goa, onde sempre se falou muito mais o português. "Com o Estado Novo nunca."

Opinião

Goa: quase seis décadas depois

Em finais de 1960, quando vivia em Goa, creio que nem o governo português nem eu imaginávamos que um ano depois, precisamente no dia 18 de Dezembro de 1961, Goa pudesse ser invadida, conquistada e anexada pela União Indiana, pois o intransigente Salazar acreditava que a Inglaterra e a NATO dissuadiriam Nehru de tomar essa iniciativa e este não gostaria de ver o seu nome manchado com prática de uma política belicista. Todavia, a realidade é por demais conhecida: após consumação do facto, uma montanha de gelo interpôs-se entre os dois países.

Opinião

E se um jornal de Goa voltar a escrever em português? Aconteceu

A língua portuguesa ressuscitou este domingo no mais antigo jornal de Goa e isso é uma boa notícia. Será só uma vez por semana, e apenas alguns artigos, mas é significativo que O Heraldo, que está a celebrar 120 anos, diga que o faz a pedido de leitores seus. Não é nostalgia, é sinal de uma redescoberta pelos goeses de uma língua que chegou a ser a de muitas famílias em casa - para algumas continua a ser e há quem cante fado - e que influenciou muito o concanim, a língua local. António Lobo, num artigo publicado já este domingo em português, dá os exemplos de "doens" para doença, também "cazar", "sushegad" ou "xarop".

Almoço com

O embaixador croata fala português e sabe truques do trânsito lisboeta

Ivica Maričić é um apaixonado por Portugal desde 1983. E foi ideia sua o Pavilhão da Croácia na Expo'98. Nos últimos seis anos foi embaixador em Lisboa, e até acompanhou a presidente Kolinda Grabar-Kitarović a Fátima junto com Marcelo Rebelo de Sousa, que na hora da despedida o condecorou com a Ordem do Infante Dom Henrique. Vai regressar de certeza. Tem casa em Cascais.