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"O ICNF tem como principais objetivos para a gestão das suas florestas a resiliência, a biodiversidade

Bracos Heróis

"O ICNF tem como principais objetivos para a gestão das suas florestas a resiliência, a biodiversidade e o aumento do valor económico"

Jorge Dias, Engenheiro Florestal e Técnico do ICNF, falou-nos um pouco mais do trabalho de gestão florestal desenvolvido pelo Instituto e partilhou, ainda, alguns conselhos fundamentais para que um amanhã mais verde, sustentável e livre de fumo esteja cada vez mais ao nosso alcance. Para o técnico, lutar pela sustentabilidade e resiliência das florestas é uma missão que não é de hoje, mas cujos olhos continuam postos no futuro.

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Uma floresta diferente habitada por automóveis clássicos

Michael Fröhlich, um antigo piloto, mora num sítio calmo em Dusseldorf, na Alemanha, mas a sua casa está rodeada por cerca de 50 automóveis, que representam cada ano de vida de Michael, espalhados pela floresta. Michael quer demonstrar que a natureza é mais forte que o Homem, mais forte que a engenharia desenvolvida. De entre os automóveis “perdidos” na floresta, está um Jaguar XK120, que o próprio utilizou para competir, em 1984 e tem também um Porsche 356 de competição. Tem um Rolls-Royce que é uma réplica do utilizado pela Rainha Elizabeth e teve uma limousine, onde foi transportado Adolf […]

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Sensores e big data para acabar com os incêndios

“Não estou do lado de ninguém porque ninguém está do meu lado, pequeno hobbit. Ninguém se preocupa com as florestas”. O lamento de um Bárbol, uma das personagens criadas por JRR Tolkien na sua obra prima O Senhor dos Anéis, já expressava a preocupação do escritor britânico com algo que já era um problema na altura em que a obra foi publicada (por volta dos anos 50 do século passado). E tudo, pelo menos neste campo, piorou, apesar do que o Bárbol disse não ser completamente certo... porque há quem esteja do lado das árvores e das florestas. Eduardo Henriques, CEO da SmartForest é uma dessas pessoas. É-o porque a sua empresa tem como objetivo desenvolver aplicações que permitam monitorizar florestas em tempo real, para detetar as condições propícias à deflagração de incêndios. Desta forma, os serviços de prevenção e extinção podem antecipar-se à propagação e agir rapidamente.“Temos de fazer com que as florestas falem connosco”, diz Henriques. E é nisso que estão a trabalhar. O que não imaginaram foi que o idioma das árvores não ia ser como o dos Ents (um idioma tão antigo como o próprio mundo e tão lento que são precisos dias só cumprimentar), mas sim como o da Internet. “Pensámo-lo” - disse Eduardo Henriques - “porque está desenvolvido para ser pequeno e eficiente em termos energéticos.”As imagens dos incêndios, todos os verões em Portugal, desanimam qualquer um.Em 2017 arderam cerca de 500.000 hectares no país, fogos que também tiraram a vida a mais de uma centena de pessoas. A SmartForest está convencida de que é possível preservar o património natural de Portugal graças aos seus dispositivos e sensores que, através de uma aplicação móvel, oferecem informação, em tempo real, sobre o que se passa nas árvores. A aplicação recolhe dados como níveis de humidade, temperatura, força do vento ou presença de vento. Com todas estas informações é possível lançar um alerta, se algum dos valores indicar a possibilidade da existência de fogo na zona.Eduardo decidiu começar o seu projeto em Portugal porque é o país que ama e onde vive. E o seu objetivo é ambicioso: cobrir todos os hectares de floresta que existem em Portugal. A SmartForest encontra-se, neste momento, em fase de testes e procura financiamento para terminar o seu desenvolvimento. Ou, dito de outra maneira, está à procura de mais alguém que também esteja do lado das árvores...Texto: José L. Álvarez Cedena

Best of DN 2018

Como tornámos os fogos um inimigo tão assustador

O primeiro incêndio com mais de dez mil hectares de área ardida em Portugal foi em 1986. Em pouco mais de 30 anos entrámos numa "nova geração" de megafogos, com dois a consumirem acima de 40 mil hectares de floresta, matos, vidas. Do outro lado do Atlântico, a Califórnia arde numa área que faz 12 Lisboas. Como é que o fogo se tornou o nosso maior inimigo? Será este o novo normal? (Artigo publicado originalmente a 12 de agosto em 2018)