Eutanásia

Opinião

Eutanásia com efeitos secundários

Foi o período mais negro das últimas décadas. Na última semana de janeiro, um mês depois do Natal, morreram em Portugal 4711 pessoas, quase metade delas vítimas de covid. Medidas de emergência todas ativadas, meios de socorro esgotados, pessoal e recursos dos hospitais para lá da linha vermelha. Enquanto isso, em São Bento - enquanto Portugal chorava os seus mortos e se afligia com os que estavam em risco de se somar a esse número terrível - 136 deputados aprovavam a despenalização da morte assistida.

Isabel Capeloa Gil, reitora da Universidade Católica

"É importante o ensino presencial. Não há modelo incólume à fraude"

"Eutanásia, não", defende a reitora da Universidade Católica. Aponta falhas no plano de vacinação e na decisão "tardia" de fechar as escolas, bem como a ausência de planeamento para o ensino online. Lamenta que o governo pense só "no curto prazo", mas, ainda assim, dá-lhe 14 valores.

Opinião

Morte religiosamente assistida deixa de ser obrigatória

Portugal está em vias de passar a ter a morte medicamente assistida como opção à, até agora obrigatória, morte religiosamente assistida. Como vão ficar sem o monopólio, numa hipocrisia sem tamanho, os que não querem a eutanásia por motivos religiosos queriam um referendo, mas só estariam disponíveis para aceitar o resultado desse referendo se o povo votasse maioritariamente contra a eutanásia. Um dogma é um dogma e nenhuma igreja deixa que os seus fiéis se juntem aos infiéis para decidir o contrário do que é suposto ter Deus decidido em nome de todos.