cuidados intensivos

Cuidados Intensivos

700 médicos e enfermeiros portugueses fazem formação da UE

A Sociedade Europeia de Cuidados Intensivos está a dar formação básica de cuidados intensivos a médicos e enfermeiros de outras especialidades a pedido da própria União Europeia. O programa, que envolve os 27 Estados membros e o Reino Unido, começou no início de novembro e está agora a terminar. Em Portugal, aderiram 34 hospitais, com 359 médicos e 398 enfermeiros. Mas, ao todo, o programa conta com 2700 formadores e 11 747 formandos. O objetivo é aumentar o número de pessoas que possam apoiar as equipas de cuidados intensivos.

Exclusivo

COVID-19

Há doentes de 20 e 30 anos nas UCI com formas graves da doença

A primeira vaga da pandemia mostrou-o, a segunda está a reforçar: o SARS-CoV-2 ataca pessoas de todas as idades, saudáveis ou com doenças. Os internamentos nos cuidados intensivos provam-no. Às unidades estão a chegar doentes a partir dos 20 anos. A maioria tem obesidade, diabetes e hipertensão. Mas também chegam outras formas graves da doença, como enfartes ou encefalites, porque o vírus atingiu o coração ou o cérebro, alguns eram doentes assintomáticos. Quanto maior o número de infetados, maior a probabilidade de ali ir parar. Médicos e diretores de UCI do Sul aguardam preocupados o que aí vem e esperam que "a racionalidade das decisões não seja ultrapassada pelas emoções".

Cuidados intensivos

"Sem recursos humanos ou voltamos a fechar tudo ou há mais mortes"

João Gouveia é médico especialista em medicina interna e medicina intensiva. Em entrevista ao DN, como presidente da Sociedade Portuguesa de Cuidados Intensivos, no dia em que o país passou a barreira dos mil casos diários de covid-19, diz que poderemos vir a viver uma crise grave. E alerta: "São precisos mais profissionais" para responder ao que aí vem.