Caso Apito Dourado

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Tese das escutas ilegais não colheu junto de 25 juízes

Um dos eixos centrais da batalha jurídica em que se transformou o "Apito Dourado" são as escutas telefónicas. Ilegais, clamam a maioria das defesas dos arguidos; legais, sublinhou ontem o Tribunal de Gondomar ao referir que durante este longo processo já houve 25 juízes a validarem as escutas. Ou seja, o caminho jurídico para ilibar os arguidos dificilmente passará por estas teses de argumentação, quis dizer o tribunal que ontem condenou (com penas suspensas) Valentim Loureiro, Pinto de Sousa e José Luís Oliveira, entre outros, por crimes de abuso de poder ou de prevaricação.

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Procurador de Gondomar admite revelar identidade do perseguidor

Carlos Teixeira, o procurador de Gondomar que investigou o processo "Apito Dourado", está disposto a revelar a identidade da pessoa que o terá perseguido durante a fase de investigação, caso a Procuradoria-Geral da República decida abrir um inquérito, o que até agora não aconteceu. Questionado pelo DN se realmente se trata de Valentim Loureiro, Carlos Teixeira declarou: "Não faço declarações sobre o assunto mas, se for chamado a prestar depoimento em algum processo, contarei tudo o que sei e o que vi. À imprensa nada direi."

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Juiz considera "importante" depoimento de Carolina Salgado

Carolina Salgado foi ontem formalmente inquirida como testemunha pelo juiz de instrução do processo " Apito Dourado ", Pedro Vieira, no Tribunal de Gondomar. A conversa, ao contrário do que foi divulgado, não foi "informal". Carolina Salgado prestou declarações perante o juiz e "sem a participação dos sujeitos processuais", segundo o despacho do magistrado. Pedro Vieira considerou o seu depoimento "importante para a descoberta da verdade".