Candidatura Ibérica

Orçamento

Portugal gastou quase três milhões

O projecto da candidatura ibérica custou perto de sete milhões de euros, distribuídos à proporção de 60% para Espanha (cerca de 4,2 milhões de euros) e 40% para Portugal (2,8). Montante que começou a ser gasto desde o dia em que os presidentes das duas federações se encontraram em 2007. Desde então os pagamentos sucederam-se com os estudos de viabilidade, acções de promoção nacional e internacional, contactos, deslocações, contratos, e toda uma série de burocracias que permitiram apresentar o dossier que ontem foi a votação. A grande maioria do dinheiro saiu dos cofres das federações de futebol e de patrocinadores, mas os governos também foram chamados a contribuir.

Eleição

Votação presidida por um notário

A partir das 08.00 cada candidatura ao Mundial 2018 irá apresentar, durante 30 minutos, as últimas alegações por intermédio de um vídeo, que no caso da candidatura ibérica será apresentado pelo jornalista Pedro Mourinho (SIC), e que será depois complementado com declarações dos primeiros-ministros português e espanhol, respectivamente, José Sócrates e José Luis Zapatero. Após a apresentação dos quatro projectos, os 22 dos 24 membros do Comité Executivo - Amos Adamu (Nigéria) e Reynald Temari (Taiti) estão suspensos por suspeitas de corrupção - passam à votação. A eleição será presidida por um notário e o vencedor será encontrado quando uma das candidaturas tiver 12 votos. Até isso acontecer, serão excluídos os projectos com menos votos.

Agenda preenchida

Sócrates e Zapatero não vão a Zurique

José Sócrates e José Luis Zapatero, primeiros ministros de Portugal e Espanha, não vão estar em Zurique no dia do anúncio da atribuição do Mundial por motivos de agenda. Serão representados pelos respectivos secretários de Estado do Desporto. Os ingleses contam com o apoio do príncipe Guilherme e do primeiro-ministro David Cameron, enquanto a Rússia faz-se representar por Vladimir Putin.