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Bicicleta de montanha. O Lado B de José Mendes

Percorrer o país de Bragança a Sagres de bicicleta. Dez dias, mil quilómetros sozinho, com uma mochila de três quilos e sem alojamento marcado. Esta foi a "aventura" que José Mendes, de 59 anos, ex-secretário do Estado do Planeamento do governo de António Costa, fez no verão passado e que espelha bem o seu gosto pelas bicicletas, o seu lado B. "Provou a minha tese de que o país é extremamente seguro e tranquilo, foi espetacular, adorei." Conta ao DN que esta "volta a Portugal" em bicicleta foi o aproveitar do "apuro de forma" de um ano de treino intenso nas poucas oportunidades permitidas pela profissão. O objetivo principal foi a participação numa prova de bicicleta de montanha "extremamente dura" na África do Sul, a Cape Epic, que leva ciclistas de todo o mundo a percorrer 655 quilómetros em oito dias. Mas, tal como tantas outras coisas, março de 2020 mudou as nossas vidas para sempre e os planos de José Mendes foram repentinamente alterados. "Treinei durante um ano, planeei as férias, vi no governo se podia ter esses dias e parti para a Cidade do Cabo, com o meu colega de equipa - a prova é feita em duplas. Mas quando aterrámos o mundo já era outro por causa da covid-19." A prova foi anulada na noite antes da partida. O português e o colega de equipa ainda fizeram uma etapa informal - a foto nesta página é de um treino por lá -, mas a corrida depressa passou para os aeroportos na tentativa de conseguir um voo de regresso a Portugal. Para o futuro não tem nada destas grandes aventuras planeadas, "apenas" umas provas fora de estrada, como neste fim de semana com dois dias inteiros passados a pedalar com um grupo de amigos no Alentejo. "Cada vez há mais pessoas a pedalar na montanha, há um movimento fantástico de adesão às bicicletas ." O segredo da (boa) forma e da resiliência para as tiradas longas em cima da bicicleta é simples, para José Mendes: "É treino e adaptação do corpo. Não há nada de transcendente nisto." filipe.gil@dn.pt

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Eu, o chimpanzé e ela

A minha primeira bicicleta aconteceu-me num cruzamento e preciso de contar os quatro cantos dele para montar, ou não, na minha história. O meu bairro tinha uma rua asfaltada. Ficava no planalto por onde Luanda entrava pelo mato dentro e no meu registo de batismo diz-se que nasci em "São Paulo dos Musseques". Mas, então - falo dos meus 6 anos -, o lugar onde nasci já era um bairro. Como disse, já tinha uma rua asfaltada. De modernidade havia também uma caixa de ferro sólido, um cilindro vermelho com um boné de aba à volta, tudo de vermelho com sopé pintado a negro. Uma boca grande e um anúncio, em letras moldadas no ferro, dizendo o que a caixa lá fazia, naquela esquina da padaria Lafonense: "Correio".

Artes

A bicicleta dourada pela Dior

Mesmo que não seja grande apreciador de transportes de duas rodas, tem de convir que este faz mesmo parar o trânsito. O diretor criativo da Dior Homme e a marca francesa de bicicletas Bogarde uniram-se para criar três modelos únicos de bicicletas. O primeiro já está disponível, mas conta apenas com 70 bicicletas BMX, que para além do acabamento em cromado, apresenta os códigos Dior Homme com os detalhes preto e encarnado e ainda uma abelha gravada no guiador. Destaque para os detalhes em couro com a assinatura Dior. O fotógrafo Patrick Demarchelier captura esta criação, cujo valor é de [...]