Angola

"Amor de mãe"  à flor da pele

Tatuagens

"Amor de mãe" à flor da pele

"Em Nambuangongo tu não viste nada". Um soldado português, como no poema de Manuel Alegre, olha a morte e "fica mudo". No norte de Angola, tão longe de tudo o que conhecera neste mundo, é um dos sobreviventes do seu batalhão mas, em homenagem aos companheiros mortos nessa que foi uma das batalhas mais duras da Guerra Colonial, decide inscrever na pele a dor, o medo, o sentimento de abandono que jamais o deixarão. Tudo o que não conseguiria traduzir por palavras: "Amor de mãe", "Angola" (ou Guiné ou Moçambique) e uma data, ou simplesmente o nome da unidade a que pertencera sobre um dos braços ou mesmo do peito. Marcas tão definitivas como sinais de nascença.

Angola

"Portugal tem a carta maior" e "Guterres não dá resposta", acusa líder da FLEC-FAC

Cabinda é "protetorado de Portugal (...) ocupado por Angola", argumenta o líder da FLEC-FAC, resistência armada que luta pela autodeterminação do enclave, que diz estar "ocupado militarmente por Angola". O presidente do movimento, Emmanuel Nzita, diz que "Portugal" tem na mão "a carta maior"; mas não a usa para forçar negociações de paz com Luanda. Em entrevista ao PLATAFORMA, aponta ainda o dedo a António Guterres. Escreveu-lhe a pedir ajuda: "Não dá resposta qualquer"